A FENPROF realizou, no passado sábado, 24 de janeiro, um encontro de trabalho subordinado ao tema “Os desafios da IA no Ensino Superior e na Ciência”, que reuniu cerca de três dezenas de docentes e investigadores de todo o país. A iniciativa, de caráter exclusivamente presencial, a um sábado, promoveu uma reflexão aprofundada sobre a generalização do uso da inteligência artificial generativa no ensino e na investigação científica. Inicialmente centrada no ensino superior e na investigação científica, facilmente extravasou para outros planos, designadamente para o universo geral do sistema de ensino.
O encontro contou com intervenções de Cláudia Figueiredo (Universidade de Aveiro), Maria João Rendas (Instituto Superior Técnico), Paulo Brazão (Universidade da Madeira) e Pedro Vasconcelos (Universidade do Porto).
Comunicação de Claudia Figueiredo (UAv)
Comunicação de Maria João Rendas (IST)
Comunicação de Paulo Brazão (UMadeira)
Comunicação de Pedro Gonçalves (UPorto)
Apresentação em PDF - slides
O debate que se seguiu destacou tanto as potencialidades da IA como os seus limites e riscos, sobretudo quando utilizada sem controlo democrático ou ao serviço de interesses alheios à formação pedagógica e à criação de conhecimento.
Na abertura dos trabalhos, o secretário-geral da FENPROF, Francisco Gonçalves, sublinhou preocupações relacionadas com uma administração pública dominada por algoritmos, os impactos da IA na formação integral de crianças e jovens e as consequências ambientais do seu uso.
Questionou ainda quem deve orientar o desenvolvimento da IA, defendendo que essa responsabilidade cabe aos Estados, desde que atuem em função do interesse geral e não dos grandes interesses económicos.
Num contexto em que o Governo aprovou recentemente a Agenda Nacional de Inteligência Artificial, a FENPROF considera essencial garantir a participação ativa de professores e investigadores neste processo. O encontro marcou o início de um percurso de estudo e debate que permita uma intervenção informada na defesa do ensino público e de uma ciência ao serviço do país.


