O II Encontro de Trabalhadores das IPSS afirmou-se como um momento fundamental de reflexão, debate e afirmação coletiva, onde estiveram em destaque as condições de trabalho, a valorização profissional e o futuro da profissão neste setor. Tornou-se evidente a urgência de dar resposta a problemas persistentes, como os baixos salários, a inexistência de carreiras estruturadas, a sobrecarga de horários e a precariedade laboral, realidades que comprometem diretamente a qualidade do trabalho desenvolvido pelos profissionais destas instituições.
Na sua intervenção, Pedro Nunes, coordenador da FENPROF para o Ensino Particular e Cooperativo e para o setor social, sublinhou a necessidade de uma negociação séria e efetiva do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), que reconheça o papel central dos docentes nas IPSS. Na proposta apresentada, a FENPROF reivindica, entre outros aspetos, a criação de uma carreira docente digna, a valorização salarial com progressões regulares, a clarificação dos horários de trabalho, a estabilidade de emprego e a consagração de direitos profissionais equivalentes aos dos restantes docentes do sistema educativo. Exige ainda a eliminação de uma norma que continua a discriminar negativamente, de forma inaceitável e sem qualquer justificação, os educadores de infância que exercem funções em creche, relativamente a outros educadores com igual formação e idêntico conteúdo funcional.


