A FENPROF esteve presente hoje no “Técnico Innovation Center” na apresentação, por parte do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2) e do seu modo de funcionamento. Durante todo o dia, muitas foram as intervenções sobre os mais diversos temas ligados à investigação e inovação. Curiosamente, ou talvez não, pouco ou nada se falou daqueles que produzem ciência todos os dias, os investigadores e todos os restantes trabalhadores da ciência.
A AI2 resulta da fusão entre a FCT e a ANI. Esta aposta do ministro, criticada por grande parte da academia pelo seu conteúdo, mas também pela forma como foi construída, sem uma discussão alargada com a comunidade científica, pretende criar um quadro de maior estabilidade, com regras e um quadro de financiamento de 5 anos. Sendo positivo um ambiente de maior previsibilidade, a verdade é que a criação desta nova AI2 não coloca minimamente em causa a lógica competitiva dos projetos e a mercantilização da ciência e sua subordinação aos interesses económicos.
Pela parte da FENPROF é fundamental que este novo horizonte de médio prazo as novas orientações do governo em matéria de ciência e inovação se concretize através da abertura de mais concursos de carreira permitindo assim combater a precariedade que continua a ser a grande chaga do sistema científico nacional, como refere Miguel Viegas, do Departamento do Ensino Superior e Investigaçãoda FENPROF, que assistiu à cerimónia.


