Rankings de escolas: e assim se promove o ensino privado...
A FENPROF lamenta ainda que os rankings de escolas tenham sido introduzidos em Portugal numa altura em que outros países desistiam deles, por considerarem os seus efeitos negativos para o sistema de ensino.
Exigimos ao poder: "Deixem-nos ser professores!"
De imediato, a FENPROF solicitará reuniões a todos os partidos políticos com representação parlamentar para entregar a Carta Reivindicativa, apresentar as suas prioridades e conhecer as primeiras iniciativas que, sobre Educação, os partidos tomarão no início da nova legislatura. "O novo Governo terá que dar sinais, abrindo linhas de relacionamento institucional, de negociação e diálogo" com as organizações sindicais, realçou Mário Nogueira no encontro com a comunicação social. O Secretário Geral da FENPROF deixou ainda um apelo à participação na jornada comemorativa do 5 de Outubro, Dia Mundial do Professor, a realizar em Lisboa por iniciativa da Federação (foto: Mesa da conferência de imprensa de 2/10/2009). / JPO
CGTP-IN: 39 anos de vida, intervenção e luta
Novo quadro parlamentar abre perspectivas positivas para o futuro
Para a FENPROF, o resultado mais importante destas eleições legislativas seria o fim da maioria absoluta que, de forma arrogante e contrária a algumas das mais elementares regras de relacionamento democrático, impôs uma política negativa concretizada em medidas que, na Educação, atentam contra a dignidade profissional dos docentes, desvalorizavam a sua carreira e, de forma mais abrangente, põem em causa aspectos fundamentais da Escola Pública, designadamente ao nível da sua organização e funcionamento democráticos.
"Saudação especial" do Secretário Geral da FENPROF aos professores e educadores
"Ser Professor ou Educador continua a ser uma Profissão de Futuro, porque o Futuro se constrói na Escola e a Escola não existe sem aqueles que são os seus principais actores. Os Professores amam a sua profissão; os Professores sabem como é nobre a sua missão; os Professores continuarão a saber dar lições de dignidade a todos quantos se acharem no direito de desvalorizar o seu importante papel na escola e, igualmente, na sociedade. Como diz o hino da FENPROF: somos Professores, damos rosto ao futuro... Vamos, porque queremos, continuar a dar rosto ao futuro... mas deixem-nos ser Professores!" (Mário Nogueira, Secretário Geral da FENPROF, na abertura do novo ano lectivo, em Vendas Novas / foto: Câmara Municipal)
- Projecto "Mais Sucesso Escolar " e "Aprender Mais"
(Escola Secundária c/ 3º Ciclo e Agrupamento de Escolas de Vendas Novas)
Reprovável e inaceitável! Ministra transforma Educação numa questão partidária!
Estamos perante uma situação que pode identificar-se como "chantagem". Não pode a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues fazer depender o prosseguimento de um qualquer programa educativo da vitória do seu partido nas eleições. Infeliz no que faz e no que diz, até ao último dia do seu mandato, a Ministra da Educação, nesta recta final da Legislatura, parece querer assumir-se como comissária política do partido que a escolheu. Como sublinha a FENPROF, é legítima a sua participação na campanha eleitoral, mas não é legítima a utilização do cargo que ocupa para intervir nessa campanha.
Por desleixo do Governo, professores no estrangeiro estão sem protecção na doença
OCDE prevê 650 000 desempregados em 2010, em Portugal
Um novo ano com velhos problemas que os professores querem ver resolvidos em breve
Este ano lectivo abre num contexto muito particular, com eleições à porta e a expectativa dos professores muito elevada quanto à possibilidade de, já no futuro próximo, serem alteradas algumas das políticas e das práticas que, nos últimos quatro anos e meio, marcaram de forma muito negativa a acção do Governo na Educação.Os professores pretendem que velhos problemas que se transferiram para o novo ano conheçam solução em breve, destacando-se, entre outros, os que atingiram e degradaram as condições de exercício da profissão docente, com relevo para o Estatuto da Carreira Docente (divisão da carreira, modelo de avaliação e quotas, prova de ingresso na profissão...), ou os que têm vindo a introduzir maior instabilidade e precariedade na profissão, como acontece com o regime de concursos e colocação de docentes ou, pior ainda, com os processos de recrutamento escola a escola.
Ainda a propósito da "Gripe A" nas escolas
A FENPROF dirigiu (11/09/2009) um ofício às ministras da Educação e da Saúde em que solicita que sejam tomadas as providências necessárias para que, durante o período de risco da Gripe A, sejam excluídas algumas áreas do programa de Educação Física do Ensino Secundário, correspondendo à preocupação que muitos docentes têm manifestado.Por outro lado, a FENPROF reafirma a preocupação manifestada por muitas escolas relativamente à exiguidade da verba disponibilizada face às exigências que são colocadas e considera indispensável garantir aos professores e educadores que, em caso de contágio, não serão penalizados pelo facto de justificarem as suas faltas com atestado médico
Políticas educativas dos últimos governos não resolveram os problemas, o que torna ainda mais importante o futuro!
O documento reflecte, de uma forma geral, a situação portuguesa, apesar de, em relação a alguns aspectos, o Ministério da Educação pretender aligeirar os resultados. Já agora, convém acrescentar, resultados que confirmam o fracasso das políticas educativas de sucessivos governos que não conseguiram dar a resposta adequada aos principais problemas que vêm afectando o nosso sistema educativo.
Constatação que pode parecer surpreendente é a que confirma que, na Educação, em Portugal, o sector privado tem um peso acima da média da OCDE em todos os sectores e níveis de ensino. Todavia, este é um dado que só surpreende quem não se apercebeu que, nos últimos anos, o sector privado foi beneficiado em relação ao público, designadamente ao nível do financiamento através do Orçamento de Estado, o que permitiu a sua expansão.
7 de Setembro: na rua contra a precariedade e o desemprego
Faleceu José Paulo Serralheiro, dirigente do Sindicato dos Professores do Norte
Faleceu na manhã de 6 de Setembro, no Porto, José Paulo Serralheiro, dirigente do Sindicato dos Professores do Norte (SPN). À família, amigos e companheiros do prestigiado dirigente sindical, apresentamos sentidas condolências.
Governo Sócrates insiste na precariedade e no desemprego entre os professores
CGTP-IN opõe-se a qualquer proposta de redução das receitas para a Segurança Social
Propaganda do Governo não esconde progressivo desmantelamento da escola inclusiva
Educação: FENPROF divulga posições dos partidos e denuncia demagogia do ME em relação à colocação de docentes
"De uma política e uma prática que mereceram tanta contestação, não se redime o Governo de José Sócrates só porque, a três semanas das eleições legislativas, decidiu alterar o discurso, mas não anunciou arrependimento por nenhuma das medidas tomadas, nem intenção de as alterar. A indignação dos professores não diminui" (da declaração inicial do Secretário Geral da FENPROF aos jornalistas presentes na conferência de imprensa de 4/09/2009, em Lisboa - foto).
Generalização dos novos programas de Matemática: preocupação com as condições de aplicação é justificada
A FENPROF defende que à maior sobrecarga de trabalho e responsabilidades deverão corresponder preocupações com a manutenção dos limites de horário determinados na lei. Deve, pois, o ME dar às escolas não agrupadas e agrupamentos de escola, no uso da sua autonomia, a possibilidade de encontrar soluções que impeçam qualquer agravamento do horário de trabalho dos professores dos diversos ciclos de ensino. A adopção desta medida salvaguardará os interesses dos alunos e a qualidade do serviço público de Educação.
Carta Reivindicativa dos Professores e Educadores
"As propostas contidas nesta Carta Reivindicativa destinam-se a reforçar o carácter democrático e inclusivo da Escola Pública e a dignificar e valorizar a Profissão de Professor. Ou seja, poderá afirmar-se que esta Carta Reivindicativa se destina a contribuir para um País preocupado em pensar e construir o seu futuro. É esse o contributo que, através da FENPROF, é dado pelos professores e educadores portugueses", sublinhou Mário Nogueira na conferência de imprensa (1/09/2009, auditório da Escola Secundária de Camões, Lisboa - foto) em que a FENPROF divulgou publicamente esta Carta Reivindicativa. Composto por cerca de 30 importantes questões de mudança urgente na Educação, o documento reflecte a dimensão e a extensão dos problemas mais sentidos no sector, podendo ser, por isso, um importante instrumento de trabalho com vista à sua resolução, em algumas situações a partir do início imediato da próxima legislatura. "Voltar a respeitar os professores, e não apenas em palavras, mas em actos concretos, é o primeiro desafio que se vai colocar ao novo Governo", afirmou o Secretário Geral da FENPROF. / JPO
Promulgação do "simplex" avaliativo não surpreende...
É de recordar que o Presidente da República já havia promulgado este mesmo modelo simplificado quando, pela primeira vez, o Governo decidiu aplicá-lo; promulgou o próprio regime completo de avaliação que, como se sabe, nunca conseguiu ser aplicado; mas, mais grave do que tudo isso, o Presidente da República promulgou o execrável estatuto da carreira docente que dividiu os professores em profissionais de primeira e de segunda, entre outros atentados à sua dignidade profissional. Não é esta promulgação que confere qualidade ao "simplex" avaliativo ou o coloca acima de qualquer suspeita no que concerne a eventuais ilegalidades ou mesmo inconstitucionalidades que poderá conter.
À falta de medidas positivas, Ministério da Educação tenta enganar os professores
O Ministério da Educação não tem medidas concretas e positivas para apresentar aos professores em período de campanha eleitoral. Como tal, procura criar expectativas que nunca passarão disso mesmo, para fazer crer que está a corrigir distorções que impôs à carreira docente... mas não está! Nesse sentido, ordenou aos directores das escolas e agrupamentos que informassem os docentes que se encontra disponível, no site da direcção geral responsável pelos aspectos burocráticos, o formulário de candidatura e upload do trabalho para apresentação da prova de acesso a professor titular. Desde logo, é uma vergonha que o Ministério da Educação torne pública esta informação em pleno período de férias dos professores e educadores. Depois, é necessário perceber que, ainda que fosse possível os professores submeterem-se a tal prova, ela de nada serviria, pois não abrirá qualquer concurso para acesso à categoria de professor titular, única forma de aceder à mesma. Recorda-se que responsáveis do ME tinham anunciado a realização de um concurso extraordinário, ainda durante a actual Legislatura, mas, confirma-se agora, não falavam verdade (nota de imprensa do Secretariado Nacional da FENPROF, 18/08/2009).


