A sobretaxa extraordinária de IRS, as previsões macroeconómicas 2011/2012 e as privatizações
"As previsões macroeconómicas apresentadas (14/07/2011) pelo Ministro das Finanças apontam para um aprofundamento da crise económica, uma quebra no emprego e um aumento do desemprego. O PIB deverá diminuir 2,3% em 2011 e 1,7% em 2012. A taxa de desemprego oficial deverá subir até 13,2% em 2012[1][1], esperando-se a destruição de 134 mil postos de trabalho neste dois anos (80 mil em 2011 e 54 mil em 2012), caso estas previsões se confirmem".
Devido a norma imposta por Lurdes Rodrigues, inúmeros serviços educativos vêem posto em causa o seu funcionamento
Proposta Reivindicativa 2012
António Teodoro: "Nuno Crato é representante do pensamento neoconservador americano"
"O pensamento neoconservador assenta na ideia da regulação do sistema por exames. Trata-se de um retrocesso, que vai gerar uma orientação curricular no sentido de valorizar só o que vai sair nos exames".
FENPROF reafirma no MEC necessidade de defender a escola pública e de valorizar o exercício da profissão docente
A FENPROF entregou no Ministério da Educação e Ciência (18/07/2011) dois documentos: um Memorando com “Problemas da Educação, de abordagem e resolução prioritárias, a apresentar à nova equipa ministerial” e uma listagem de “Situações ilegais relacionadas com a carreira docente, de resolução urgente”. Nesta reunião (foto), a delegação sindical, dirigida por Mário Nogueira, colocou as suas preocupações face a alguns conteúdos do programa de Governo para a Educação, reafirmando a sua firme disposição em, na Legislatura que agora se inicia, defender a Escola Pública, valorizar a profissão e os profissionais docentes, melhorar a organização e o funcionamento das escolas, dar mais qualidade ao ensino e à educação. Previstas novas reuniões para a próxima semana.
“Situações ilegais relacionadas com a carreira docente, de resolução urgente”.
Semana nacional de acção, protesto e proposta
A CGTP-IN promoveu, na semana de 11 a 16 de Julho, uma Jornada Nacional de Acção, Protesto e Proposta, levando por diante uma importante acção de esclarecimento e mobilização, contra o já aprovado programa do Governo do PSD-CDS que prossegue e aprofunda uma política de destruição do Estado Social, com um fortíssimo ataque aos serviços públicos e funções sociais do Estado, aos direitos sociais e laborais dos trabalhadores, ao sistema público de segurança social e ao Serviço Nacional de Saúde e põe em causa o desenvolvimento do país, a democracia e a soberania nacional (foto: acção em Portalegre)
Programa do Governo para a Educação é extremamente negativo!
"Também para a Educação, o Programa do Governo é extremamente negativo", uma vez que "constitui um atentado forte à Escola Pública e um ataque aos direitos profissionais dos docentes, às suas condições de trabalho e ao seu emprego", salientou Mário Nogueira na conferência de imprensa (foto) que decorreu no passado dia 13 de Julho, em Braga. O encontro com os profissionais da comunicação social divulgou o essencial das conclusões da última reunião (12 e 13/7) do Secretariado Nacional da FENPROF no presente ano lectivo. Em Setembro, os Sindicatos da FENPROF vão estar em força nas escolas, onde será dinamizado um intenso trabalho de esclarecimento e debate sobre o ataque aos serviços públicos, às escolas e aos professores e educadores e, naturalmente, sobre a resposta firme que se impõe a tal ofensiva."Cada vez que perdemos, nós, professores, trabalhadores, o país também perde", alertou o Secretário Geral da FENPROF, que reafirmou a exigência de uma reunião urgente com a nova equipa do Ministério da Educação. / JPO
Silêncio do ministro Crato é mau sinal...
Tempo de luta e não de resignação
Colocámos ao Secretário-Geral da FENPROF algumas questões sobre o momento difícil que se vive na Educação e que vivem os trabalhadores portugueses e, também, sobre a forma como irá agir a FENPROF neste contexto tão complexo. Preocupação primeira, neste momento, parece ser o silêncio de um Ministério da Educação que tem, como nenhum outro, necessidade absoluta de envolver os parceiros educativos na sua acção. É mau sinal este silêncio, considera Mário Nogueira.
Sentenças mandam pagar compensação por caducidade
Pic-Nic contra a Precariedade
Calendário escolar para 2011/2012 repete erros de anos anteriores
Foi divulgado (29/06), na página electrónica do ME, o calendário escolar para 2011/2012. Compreendendo o atraso na sua divulgação, tendo em conta a mudança recente de governo e equipa ministerial, tal não justifica, porém, a ausência de negociação ou, sequer, auscultação sobre matéria que implica directamente nos horários, nas férias e na organização do trabalho dos docentes.
Continua políticas em curso, é omisso em matérias importantes, generalista e/ou confuso em outras...
... Claro só na promoção dos privados!
O programa para a Educação, apresentado pelo XIX Governo à Assembleia da República, é demasiado generalista, omisso em matérias que são muito importantes e confuso em outras, sendo claro, sobretudo, na intenção de tratar o público e o privado como se fossem uma e a mesma coisa e na desvalorização que advoga das carreiras docentes, querendo simplificar o ECD e criar ainda maiores dependências hierárquicas na gestão das carreiras, sublinha uma nota de imprensa divulgada pela Direcção da FENPROF.
FENPROF garante "intenso combate em torno de propostas objectivas"
Vamos desenvolver um intenso combate em torno de propostas que, sabemos, unem os professores porque promovem a qualidade na educação, defendem a escola pública e dignificam a profissão docente. A mensagem, certamente dirigida ao Governo e ao novo Ministro da Educação, foi dada na conferência de imprensa da FENPROF (foto), realizada no passado dia 17 de Junho. / JPO
Como será depois das eleições legislativas?!
Colocámos ao Secretário-Geral da FENPROF quatro questões sobre a avaliação que faz dos resultados eleitorais e as suas perspectivas para a acção futura da FENPROF. Mário Nogueira afirma que a maioria política que passou a existir não se traduz numa maioria social de apoio a políticas e medidas que, PSD e CDS, se preparam para aplicar devido aos compromissos que assumiram com a “troika”.


