Iniciativa com elevada participação que associa, ao desporto e ao lazer, a defesa da importância social do Professor e da Escola Pública
A 3.ª Corrida Nacional do Professor e da Educação vai realizar-se amanhã, dia 23 de outubro, em Lisboa, pelas 16 horas. Esta é uma iniciativa da FENPROF que conta com o apoio da Companhia de Seguros Caravela e com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação de Atletismo de Lisboa.
3ª Corrida do Professor e da Educação - Participa!
Inscrições até 17 de outubro em https://corridafenprof.sports4all.pt/
Manuela Mendonça, Presidente do Conselho Nacional da FENPROF
Intervenção de Manuela Mendonça, Presidente do Conselho Nacional da FENPROF e membro da Comissão Executiva da Internacional da Educação, nas comemorações do Dia Mundial do Professor, em Lisboa, a 5 de outubro de 2021.
1500 docentes assinalam, em Lisboa, o Dia Mundial do Professor
Cerca de 1500 docentes assinalaram, em Lisboa, mais um 5 de outubro, Dia Mundial do Professor.
Na sua intervenção, o Secretário-geral da FENPROF lembrou as reivindicações e os problemas que os professores em Portugal ainda esperam ver resolvidos: recomposição da carreira, regime de aposentação e rejuvenescimento da profissão, horários e condições de trabalho, precariedade profissional e regime de concursos, defesa de um regime de gestão democrática das escolas e combate à municipalização.
Mário Nogueira reiterou o compromisso de sempre da FENPROF com os professores: «a nossa disponibilidade para negociar é completa, mas se essa não for a atitude do governo, a nossa determinação para lutar será total».
veja aqui as fotos das celebrações do Dia Mundial do Professor em Lisboa
Mensagem de David Edwards, Secretário-geral da Internacional da Educação
Numa declaração dirigida à FENPROF e aos professores de Portugal, David Edwards diz que a mensagem deste Dia Mundial de Professor, ao fim de 18 meses de pandemia é clara: "Nós, os professores de todo o mundo, estivemos sempre presentes, nunca ausentes!"
Intervenção do Secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira
«[...] A FENPROF não abdica de se fazer ouvir e de pressionar o poder para que não desista da Educação e estime os seus profissionais. Em Portugal essa estima e respeito não existem, como bem sabem os professores e os educadores que: continuam a ver roubados muitos anos de serviço que cumpriram, mas não se refletem na carreira; são impedidos, por vagas impostas pelas Finanças, a progredir na carreira; estão sujeitos a uma avaliação ainda mais falseada por intoleráveis quotas que discriminam, provocam danos irreparáveis na carreira e são fator de conflitualidade nas escolas; veem o governo a assistir impávido ao envelhecimento dos profissionais, não dando qualquer passo para começar a resolver o problema; vivem sob enorme pressão, pois deles se exigem resultados que justificariam a colocação de mais professores e outros profissionais nas escolas e se exigem a elaboração de projetos e sua concretização, a elaboração e efetivação de planos de recuperação dos alunos, a participação em reuniões e mais reuniões, a presença em ações e mais ações de formação, o preenchimento de plataformas atrás de plataformas, e uma mão cheia de tarefas burocráticas, tudo isto num louco corrupio que cilindra os limites legais estabelecidos para o horário de trabalho. Como se não bastasse, a profissão continua a ser marcada, um ano, três anos, cinco anos, dez anos, quinze anos, muitas vezes, vinte e mais anos por precariedade, que se transmite às escolas, à sua organização e ao seu funcionamento; profissionais que se submetem a concursos que, em muitos momentos, por desrespeito da graduação profissional, provocam a grandes injustiças que, na anunciada revisão, a concretizar-se, tudo faremos para ultrapassar [...]».
Leia aqui a intervenção do Secretário-geral da FENPROF nas comemorações do Dia Mundial do Professor de 2021.
Romance Livro de Vozes e Sombras, de João de Melo vence Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues
João de Melo, com o romance Livro de Vozes e Sombras, venceu o Prémio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues 2021, instituído pela FENPROF com o apoio da SABSEG, e que, em 2019, tinha sido ganho por Luísa Costa Gomes com o romance Florinhas de Soror Nada, em 2017, por Isabela Figueiredo, com A Gorda, em 2015, por Lídia Jorge, com Os Memoráveis, e, em 2013, por Ana Cristina Silva, com O Rei do Monte Brasil.
Os Professores no centro da Recuperação da Educação
Conforme já foi anunciado e publicamente divulgado, amanhã, 5 de outubro, Dia Mundial do Professor, a FENPROF estará na rua para celebrar esta importante data instituída pela OIT e UNESCO com o objetivo de assinalar a aprovação, em 1966, da Recomendação sobre a Condição do Pessoal Docente, no âmbito de uma conferência intergovernamental então realizada. Para além daquelas duas organizações, UNICEF e Internacional de Educação (IE) também são promotoras deste Dia Mundial do Professor.
Mensagem de Jalila Al Salman Barém
Na sequência das manifestações pela democracia de 2011, Jalila Al-Salman, vice-presidente da Associação de Professores do Bahrain (BTA) esteve presa durante seis meses, tendo sido ameaçada, humilhada e torturada pelas autoridades devido às suas atividades sindicais. Em 2018 a Internacional da Educação atribuiu-lhe o Premio Mary Hatwood Futrell de Dereitos Humanos e Sindicais, "pelo seu indefetível compromisso com a democracia, a igualdade e os direitos humanos e sindicais e a sua coragem excecional na promoção de uma educação para todos".
5 de outubro: Mário Nogueira define importância da ação em 5 de outubro
Numa sintética declaração, o Secretário-Geral da FENPROF dirige um apelo aos professores para que façam de 5 de outubro - Dia Mundial do Professor - um dia de afirmação das exigências dos professores. Selecionando aqueles que são os 6 temas centrais, transformados em motivos para a participação na iniciativa de luta organizada para, do Largo de Santos, ao Ministério da Educação, os docentes exigirem o fim do bloqueio negocial, Mário Nogueira apela à participação dos professores e educadores.
Importante momento reivindicativo e de afirmação da profissão docente: OS PROFESSORES NO CENTRO DA RECUPERAÇÃO DA EDUCAÇÃO
Lisboa (Largo de Santos) – 15.00 horas – com deslocação pela Avenida 24 de julho para o M.E.
Recomposição da carreira, regime de aposentação e rejuvenescimento da profissão, horários e condições de trabalho, precariedade profissional e regime de concursos, defesa de um regime de gestão democrática das escolas e combate à municipalização são, pois, motivos fortes para que os professores participem no dia 5 de outubro na manifestação marcada para Lisboa.
São 6 motivos que mobilizam os docentes porque sabem que as suas conquistas serão o reflexo da ação que realizarem.
Num momento em que se iniciará a discussão sobre o Orçamento do Estado para 2022, esta iniciativa ganha, ainda, uma oportunidade e um sentido muito especial.
5 de outubro: Pela garantia de uma gestão efetivamente democrática das escolas
Manuela Mendonça, presidente do Conselho Nacional da FENPROF e dirigente do SPN, recoloca, mais uma vez a necessidade de os professores se unirem na luta pela democratização da gestão das escolas, único veículo para introduzir uma lógica de cooperação, solidariedade e equidade entre todos os docentes e de envolvimento de toda a comunidade educativa nas decisões que também a deve implicar.
Ter uma gestão verdadeiramente participativa é objetivo da FENPROF e motivo para os professores lutarem a 5 de outubro.
5 de outubro: Contra a municipalização
Francisco Almeida, membro do Secretariado Nacional da FENPROF e dirigente do SPRC, não esconde, antes clarifica, a importância que tem a intervenção dos docentes, independentemente das suas opções políticas, na resistência à perda de autonomia pelos professores e pelas escolas, na recentralização de competências essenciais para as escolas, nas câmaras municipais, seja com transferência de responsabilidades do ministério da Educação para as autarquias, seja na perda de competências das escolas e dos seus órgãos na gestão do processo educativo.
5 de outubro: Combater a precariedade laboral é fundamental para fazer face a múltiplas dificuldades
José Feliciano Costa, membro do Secretariado Nacional da FENPROF e dirigente do SPGL, é claro quanto à necessidade de os docentes portugueses se unirem em defesa de uma solução que passa, de imediato, por, nos termos da lei, o governo iniciar processos negociais, sob pena de, em breve, o país passar por uma grave crise de emprego, mas, ao mesmo tempo, de necessidades de docentes que, em algumas áreas, vão escasseando.
5 de outubro: Melhores condições de trabalho, condição para tornar a profissão mais atrativa
Anabela Sotaia é membro do Secretariado Nacional e dirigente do SPRC. Neste curto apontamento em vídeo, explica como as condições de trabalho e os horários condicionam a atividade docente e dessa forma, também, a procura da profissão pelos jovens que acabam o ensino secundário.
5 de outubro: Por uma aposentação justa, que compense a longa vida contributiva e de dedicação
As questões da aposentação e do rejuvenescimento da profissão estão necessariamente interligadas. É isso que Manuel Nobre, membro do Secretariado Nacional e dirigente do SPZS, transmite neste apontamento em vídeo. Para a FENPROF a atratividade da profissão docente passa pela entrada dos mais novos e pela saída dos que já deram à profissão muitos anos de trabalho e de vida contributiva. Não é a única solução, mas é uma necessidade urgente. Mais de 50% dos docentes têm já mais de 50 anos de idade, quando há 10 anos atrás eram uma clara minoria.
Mensagem de Heleno Araújo Filho, Brasil
6 motivos para participar na ação convocada pela FENPROF
Num quadro de grande ataque à dignidade profissional docente e de enorme desrespeito pelo direito à negociação coletiva, o Ministério da Educação é o principal responsável pelo mal-estar que os professores e educadores sentem em relação à sua profissão. A FENPROF convocou os professores portugueses para 5 de outubro.


