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FENPROF
JF Especial Ação e Luta | Set2018
 

EDITORIAL

Conta-se uma história, de uma sociedade muito organizada, em que determinado indivíduo precisava de um par de botas. Dirigiu-se à repartição que lhe fora indicada e, sendo do sexo masculino, foi remetido para determinada secção. Nessa, constatando-se que pretendia de cor castanha, mandaram-no para a subsecção adequada. Aí, tendo sido apurado que preferia botas de camurça, disseram-lhe que só tinha de se deslocar à sala mais abaixo. E por aí adiante, até que, chegado ao fim da linha, foi informado que estava no balcão certo. Questionado, mais tarde, por um amigo sobre o que se passara, respondeu: a organização era estupenda, ali ninguém se perde, pois é informado com precisão, agora, botas é que não tinham. 

É um pouco o que acontece no nosso país em relação aos professores. Dos governantes, ouvem-se dos mais rasgados elogios: são dos melhores do mundo; trabalham muito bem e merecem ser valorizados; têm horários de trabalho sobrecarregados e são obrigados a desempenhar tarefas burocráticas que, realmente, não lhes deveriam ser atribuídas; temos um corpo docente envelhecido, pelo que é preciso fazer alguma coisa… o problema é quando chega o momento de fazer essa coisa… 

O que tem acontecido é que, aos melhores professores do mundo, não se quer contar anos de serviço em que, naturalmente, terá sido desenvolvida da melhor atividade docente do mundo (e os resultados dos alunos confirmam isso mesmo); no sobrecarregado horário dos melhores do mundo não se mexe, pois isso obrigaria a abrir mais vagas nos quadros e a contratar mais alguns, coisa que as finanças não autorizam; apesar de ser necessário rejuvenescer o corpo docente das escolas, o melhor será preservar esta “colheita vintage”, vá lá saber-se por que razão… 

Não pode ser assim. Sejam ou não dos melhores do mundo – e, seguramente, são! – do que os professores têm consciência é que dão o seu melhor e conseguem superar-se, apesar das condições que as escolas oferecem. Portanto, se cumprem de forma irrepreensível os seus deveres profissionais é absolutamente legítimo que exijam respeito pelos seus direitos. Desde logo, o de lhes ser contado integralmente, para todos os efeitos, o tempo de serviço que prestaram no exercício da sua atividade profissional. Enquanto o governo recusar fazê-lo, os professores continuarão a lutar por esse justíssimo objetivo porque, também na luta, são dos melhores do mundo.

Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF


Neste número (entre outros textos) poderás ainda encontrar:

04. AÇÃO SINDICAL 

Tomadas de Posição reafirmam vontade, disponibilidade e mobilização para a Luta 

07. AÇÃO SINDICAL 

Greve de 1 a 4 de outubro: Pré-Aviso entregue no M.E. 

08. EM FOCO

Relatório da OCDE parte de dados falsos e põe a circular mentiras

11. AÇÃO SINDICAL 

Plenário Nacional de Quadros Sindicais aponta caminho de unidade e de luta 

14. IMPRESSÕES 

14 mil razões para rever o regime legal de concursos. VÍTOR GODINHO 

16. ENTREVISTA 

Ana Simões ao JF:
"Dificilmente, desta forma, teremos Inclusão!" 

18. EM FOCO 

A imposição de uma falsa Autonomia e Flexibilidade. Curricular!  BRÍGIDA BAPTISTA 

20. REPORTAGEM 

Encontro Internacional sobre o desgaste na profissão docente: reportagem, declarações, mesa redonda com Mário Nogueira, Henrique Silveira e Raquel Varela 

26. SETORES 

PREVPAP no Superior:
Um ano depois e ainda sem resultados à vista. TIAGO M. DIAS 

27. SETORES 

Emprego científico: O artigo 23.º do nosso descontentamento… ANDRÉ CARMO 

28. SETORES 

A farsa do descongelamento das carreiras no Superior. A. FERNANDES DE MATOS 

32. NACIONAL 

Notícias dos Açores e da Madeira 

33. CULTURAIS 

Jazz, fotografia e teatro 


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Foi a partir de 2003 que a FENPROF alterou o processo de edição da sua revista. Até aí, era uma empresa externa que tratava de todo o trabalho de paginação e tratamento de imagem. Com a obtenção de condições de qualidade, nos sindicatos da FENPROF, foi possível fazer esse trabalho internamente e reduzir muito os custos, melhorando a qualidade da edição. 

Assim, a consulta de outros exemplares, anteriores a 2003 (entre 1983 e 2002, inclusive) terá de ser feita ou solicitada (pode ser digitalizada e enviado por email) junto de qualquer sede ou delegação de um dos sindicatos da FENPROF.

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