Actividade Sindical EPE
Ensino Português no Estrangeiro

Governo promete “revolução”. Professores exigem melhores condições de trabalho, valorização salarial e reconhecimento de relevância da sua missão!

08 de abril, 2026

O SPE/FENPROF tomou esta quarta-feira conhecimento, através de declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros, de que a proposta de revisão do regime jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) se encontra concluída no âmbito daquele Ministério, tendo já sido remetida, para discussão, ao Ministério das Finanças.

Desde logo, o SPE/FENPROF regista as diligências parlamentares que levaram à audição do Senhor Ministro e do Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, sublinhando que esta iniciativa resulta diretamente da intervenção da FENPROF junto da Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, na semana passada.

Importa referir que, do ponto de vista da informação anteriormente disponibilizada pelo Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, não resulta qualquer novidade, nem avanço substancial. Tem sido reiteradamente indicado que a proposta está a ser “co analisada com o Ministério das Finanças, pelo que se aguardava a sua evolução com expectativa, mas também com prudência. Será que a dificuldade está no “co” ou na “análise”?...

Ainda assim, a qualificação desta proposta como uma “revolução”, nas palavras do Senhor Ministro, é recebida com expectativa, em particular, pelo SPE/FENPROF, dado o período conturbado que atravessamos.

Trata-se de uma expressão que remete para mudanças profundas e conquistas significativas, dependendo das perspetivas, mas a Federação prefere acentuar o grau de exigência de que, deste processo, resultem melhorias efetivas nas condições de trabalho dos professores, bem como uma necessária valorização salarial e o justo reconhecimento da relevância da sua missão.

O SPE/FENPROF espera, igualmente, que da abertura deste processo negocial resulte o final das preocupações que tem vindo a apresentar junto do governo, designadamente no que respeita à diversidade de contextos em que os docentes exercem funções nos diferentes países e à progressiva desvalorização e desaparecimento do poder de compra, que já se regista há vários anos.

O SPE/FENPROF reafirma que, no quadro do processo negocial que se seguirá, assumirá a postura que sempre o caracterizou: firmeza reivindicativa dos direitos dos professores, mas disponibilidade para contribuir, de forma construtiva, para o encontro de soluções que garantam a melhoria das suas condições de vida e de trabalho, bem como a continuidade e a expansão do Ensino Português no Estrangeiro.

 

Lisboa, 8 de abril de 2026

A Direção do SPE/FENPROF