ME: política e práticas - balanço do ano lectivo 2005/2006
Em conferência de Imprensa realizada no Porto, a FENPROF fez o balanço do ano lectivo 2005-2006, destacando as políticas e as práticas do Ministério dirigido por Maria de Lurdes Rodrigues. Paulo Sucena, secretário-geral; António Avelãs, Abel Macedo, Mário Nogueira e Mário Carvalho, membros do Secretariado Nacional da FENPROF, estiveram presentes neste encontro com a comunicação social, no qual também se fez o balanço da actuação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) em 2005/2006.
É difícil encontrar outra equipa governativa do Ministério da Educação que tivesse assolado de um modo tão devastador o território educativo. A ministra da Educação e a sua equipa entraram no Ministério da Educação com um propósito deliberado de provocar um terramoto numa das áreas mais sensíveis da governação, suportado por duas falhas insanáveis - ausência de qualquer avaliação fundamentada do sistema educativo, geradora de uma estratégia política visível para toda a comunidade educativa e mobilizadora da classe docente; desenvolvimento de uma campanha inusitada e profundamente iníqua contra os educadores e professores do sistema público. Aqui surge a primeira grande contradição do discurso político dos governantes do ME, porque, se, por um lado, a ministra da Educação se quer apresentar como a mais lídima defensora da escola pública, por outro aproveita todas as oportunidades para lançar as mais terríveis catilinárias contra os responsáveis pelo processo de ensino-aprendizagem naquelas escolas. Este discurso contrapõe-se a um total silêncio sobre o ensino privado e sobre quem nele trabalha, atitude que foi propagando, na opinião pública, a ideia de que a escola pública é má, porque os seus docentes são maus, e a escola privada é boa, porque os seus docentes são bons. Não se nega a verdade da segunda afirmação, o que se repudia é a afrontosa clivagem, aberta pelo ME, entre o sector público e privado que perpassa na sociedade portuguesa (do documento divulgado aos jornalistas)
Jornada de Luto e de Luta: ecos na comunicação social
"Neste ultimo dia previsto para o inicio das aulas os professores voltam aos protestos. Seguindo as indicações sindicalistas, os professores vão vestir-se hoje de preto para evidenciarem a sua revolta contra a proposta defendida pelo Governo para a revisão do estatuto da carreira docente." / Rádio Renascença
TODOS DE LUTO, EM LUTA PELA EDUCAÇÃO
No dia 15 de Setembro (próxima sexta feira) os professores e educadores portugueses vão estar de luto e em luta.
Numa iniciativa conjunta de todos os sindicatos de professores propõe-se que todos os docentes usem um símbolo de luto neste dia.
- Contra a proposta do Ministério da Educação de liquidação do Estatuto da Carreira Docente
- Por melhores condições de trabalho nas escolas
- Pela dignificação dos professores e educadores
- Contra as políticas economicistas que destroem a qualidade educativa
- Em defesa da Escola Pública
No dia 15 de Setembro vamos todos de luto para a escola
Professores devem recusar trabalho não docente
Têm-se verificado nalguns agrupamentos de escolas da Grande Lisboa situações em que os Conselhos Executivos têm pretendido distribuir serviço não docente aos professores e educadores, alerta a Direcção do SPGL numa nota divulgada a 5 de Julho.
Melhoria das condições de vida e trabalho é determinante para estratégia de desenvolvimento
A Assembleia Sindical de Representantes dos Trabalhadores realizada em Lisboa no passado dia 12 de Julho contou com a participação de mais de dois mil representantes dos diversos sectores do trabalho. Esta acção da CGTP-IN, que terminou com uma deslocação dos trabalhadores presentes à residência oficial do primeiro ministro José Sócrates, analisou a situação laboral do país e "ano e meio de ataque sistemático aos direitos dos trabalhadores
Reunião na DGRHE de 21 de Agosto
Nesta reunião o DGRHE apresentou o novo prazo para aceitação da colocação - até 29 de Agosto, e já não de dois dias, tal como a FENPROF tinha reclamado e de 22 a 31 de Agosto para o recurso electrónico.
Confirmou o que já se sabia - diminuição de horários a concurso, aumento de professores que não obtiveram contrato, um aumento inusitado de professores dos quadros de zona pedagógica que não obtiveram colocação nesta fase
Sindicatos dos Professores e Educadores Portugueses promovem conferência de imprensa sobre a abertura do ano lectivo 2006/2007
Plano de Acção e de Lutas
Parecer da FENPROF divulgado em Conferência de Imprensa e entregue no ME
Economia portuguesa continuará a divergir face à UE em 2006 e 2007
Descida do desemprego no 2º trimestre de 2006 foi conjuntural e não corresponde à tão necessária retoma económica
Concursos 2006/2007
Encontro nacional no Porto sobre as Escolas a Tempo Inteiro
"Somos professores, não somos burocratas. Saibamos guardar as nossas margens de liberdade e agir e lutar no tempo oportuno". As palavras são de Paulo Sucena e culminaram a intervenção de abertura do Encontro realizado pela FENPROF no Porto, no passado dia 10 de Julho, subordinado ao tema "A resposta educativa e social na Escola Pública". A iniciativa, que teve lugar no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, foi dedicada à análise das "diferentes concepções de escola a tempo inteiro (ETI)" e proporcionou um debate muito vivo, enriquecido pelos contributos de educadores e professores de diferentes regiões do País.
FENPROF entrega Abaixo-Assinado no ME
Os dirigentes sindicais recebidos na 5 de Outubro manifestaram a preocupação da FENPROF face aos objectivos economicistas das propostas do Ministério para a Carreira Docente, no âmbito de uma política de embaratecimento à custa da qualidade, o que constitui um enorme atentado à Escola Pública.
Reunião conjunta dos Sindicatos de Professores
Dando corpo à generalizada revolta dos professores e educadores, as organizações sindicais de docentes estiveram reunidas, dia 12 de Julho, procurando encontrar formas de unificar a contestação dos docentes à proposta de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) apresentado pelo Ministério da Educação (ME), que é considerada pelos sindicatos presentes como o mais grave atentado à dignidade da profissão docente após o 25 de Abril de 1974.
Abaixo-Assinado: por uma profissão dignificada, professores e educadores exigem respeito e negociação
Administração Pública: Sindicatos fazem balanço muito positivo da greve e preparam novas formas de luta
Medidas de Reforma da Segurança Social
Ensino Português no Estrangeiro: cedências do ME viabilizam concurso
Saudação da CGTP-IN aos trabalhadores da Administração Pública
6 de Julho: Frente Comum convoca trabalhadores para a luta


