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10 abr 2014 / 19:58

Milhares de participantes na ação nacional de luta dos aposentados

A ação nacional de luta dos reformados, realizada no passado dia 12 de abril, em várias cidades, evidenciou um firme protesto contra os cortes nas pensões e reformas. Muitos professores aposentados marcaram presença nesta jornada.

Em Lisboa, o percurso ligou a Praça do Município ao Rossio, enquanto no Porto o caminho foi entre as praças da Batalha e a D. João I. Em ambas participaram muitos idosos e reformados, mas também pessoas mais novas, que ainda trabalham, mas que se juntaram ao protesto por solidariedade. Além destas duas cidades, a marcha "Por Abril, Contra os Roubos nas Pensões" organizada pela Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) decorreu também em Guimarães, Covilhã, Coimbra e Faro.

Além das palavras de ordem nos cartazes e na voz de muitos manifestantes, também se ouviu várias vezes "Grândola, Vila Morena". A que se juntavam, aqui ou ai, cantares tradicionais, como foi o caso de vários grupos de cantares alentejanos, em Lisboa. No Rossio foi lida uma resolução que vai ser enviada ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República.

Os reformados, pensionistas e idosos protestam, na área da Segurança Social, contra os sucessivos cortes e pelo “direito à pensão que permita manter a sua autonomia financeira”; na área da saúde criticam o facto de o acesso aos cuidados de saúde estarem cada vez mais distantes e mais caros”, resumiu o líder do MURPI. A que somou a pretensão antiga daquela organização mas para a qual não tem recebido resposta: ser considerada mais um parceiro social e ter assento no Conselho Económico e Social, o órgão constitucional de consulta e concertação nos domínios económico e social.

Arménio Carlos:
"Estão aqui a dizer que são 
cidadãos de primeira"

Arménio Carlos também se juntou ao protesto realçando a atitude combativa dos mais velhos, que “não se resignam”.

Este sábado “deram o exemplo” e mostraram que “não estão condenados a ficar na exclusão e no isolamento”. "Estão aqui a dizer que são cidadãos de primeira, como qualquer outro, independentemente de estarem reformados”, realçou o Secretário Geral da CGTP-IN.

Recordando as declarações do Governo sobre novos cortes na despesa do Estado e as novas medidas nas pensões, com a extensão da CES – Contribuição Extraordinária de Solidariedade, desde este mês, às pensões a partir dos mil euros, quando até aqui se aplicava apenas a partir dos 1350 euros, Arménio Carlos desfaiou os juízes do Tribunal Constitucional a pronunciarem-se.

“O TC não pode deixar de ter em consideração estas declarações do Governo e do próprio primeiro-ministro, Esperamos que se pronuncie, em breve, considerando estes cortes inconstitucionais e mande devolver aquilo que é, por direito próprio, dos reformados e dos pensionistas", afirmou o dirigente da Central.

O protesto e a luta dos reformados vão conquistando mais adesão, por parte dos reformados e das 
suas organizações, em vários distritos do nosso País, numa clara manifestação de que foi justa a 
decisão da Direcção da Confederação MURPI, ao propor uma Acção Nacional (descentralizada) de 
Luta dos Reformados, Aposentados e Pensionistas para o dia 12 de Abril. 
 
As recentes declarações e decisões, quer do Governo, quer do Presidente da República 
(promulgação do agravamento da Contribuição Extraordinária de Solidariedade), confirmam a 
necessidade de organizar formas de protesto que expressem a indignação e o repúdio contra as 
medidas anunciadas e promulgadas. 
 
O Governo insiste em prosseguir a ofensiva contra os direitos sociais dos trabalhadores e 
reformados, contribuindo deste modo para o empobrecimento de muitas camadas sociais da 
população, semeando o medo, a desesperança e a pobreza, ao mesmo tempo que se assiste à 
revelação de escândalos que promovem o aumento dos lucros dos grandes grupos financeiros e se 
premeia a fuga de capitais para paraísos fiscais. 
 
O Governo, numa propaganda enganosa, procura fazer passar a ideia que valem a pena os brutais 
sacrifícios por que passam milhares de portugueses, fazendo crer que Portugal está a sair da crise, 
quando, na realidade, agravam-se o défice e a dívida e se anuncia mais austeridade com o corte de 
milhões de euros nos serviços públicos, responsáveis pela garantia de assegurarem o cumprimento 
das funções sociais do Estado. 
 
Por todas estas razões, afirmamos que é necessária a unidade de todos os reformados na luta 
promovida pela Direcção da Confederação MURPI, cujas acções decorrerão, no dia 12 de Abril, nas 
cidades de Guimarães, Porto, Coimbra, Covilhã, Faro e em Lisboa, para onde confluirão os 
reformados dos distritos do Alentejo, Santarém, Setúbal e Lisboa, numa MARCHA DE 
INDIGNAÇÃO E PROTESTO, que sairá da Praça do Município, percorrendo as Ruas do Comércio e 
do Ouro até ao Rossio, onde decorrerão as intervenções finais. 
 
Vamos dar mais força à luta dos Reformados, Aposentados e Pensionistas! 
 
Vamos exigir respeito e dignidade pelos nossos direitos, conquistados em Abril com muitas lutas! 
 
Vamos exigir que o MURPI seja reconhecido como PARCEIRO SOCIAL! 
Como sublinha o MURPI, as recentes declarações e decisões, quer do Governo, quer do Presidente da República  (promulgação do agravamento da Contribuição Extraordinária de Solidariedade), confirmam a  necessidade de organizar formas de protesto que expressem a indignação e o repúdio contra as medidas anunciadas e promulgadas. 
 
O Governo insiste em prosseguir a ofensiva contra os direitos sociais dos trabalhadores e reformados, contribuindo deste modo para o empobrecimento de muitas camadas sociais da população, semeando o medo, a desesperança e a pobreza, ao mesmo tempo que se assiste à revelação de escândalos que promovem o aumento dos lucros dos grandes grupos financeiros e se 
premeia a fuga de capitais para paraísos fiscais. 
 
O Governo, numa propaganda enganosa, procura fazer passar a ideia que valem a pena os brutais  sacrifícios por que passam milhares de portugueses, fazendo crer que Portugal está a sair da crise,  quando, na realidade, agravam-se o défice e a dívida e se anuncia mais austeridade com o corte de  milhões de euros nos serviços públicos, responsáveis pela garantia de assegurarem o cumprimento 
das funções sociais do Estado. 
 
Por todas estas razões, o MURPI afirma que é necessária a unidade de todos os reformados na luta e no protesto, como aconteceu neste 12 de abril. 

Os reformados, pensionistas e idoso  exigem respeito e dignidade pelos seus direitos, conquistados em Abril com muitas lutas e exigem que o MURPI seja reconhecido como PARCEIRO SOCIAL.
 

 
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Contém 1 ficheiro em anexo:

 A4_marcha_12_abril_aposentados.pdf

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