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27 abr 2015 / 17:28

Comemorámos o 125º aniversário do Dia Internacional do Trabalhador!

Em 1886 os trabalhadores, que eram obrigados a cumprir 14 horas de trabalho diárias, com péssimas condições, muitas vezes com crianças a trabalharem a seu lado, todos a receberem baixos salários, realizaram uma manifestação de protesto, em Chicago.

 A 3 de Maio estes trabalhadores continuaram a luta com um levantamento em que a polícia matou 3 manifestantes e a 4 de Maio nova manifestação de protesto devido aos acontecimentos do dia anterior. Mais uma vez a polícia abriu fogo sobre os manifestantes matando mais 7, e como havia que encontrar novas formas de reforçar o medo, 5 sindicalistas são condenados à morte e 3 a prisão perpétua.

A 14 de Julho de 1889 a Internacional Socialista aprovou que o dia 1º de Maio, fosse considerado o Dia Internacional do Trabalhador.

A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratificou a jornada de  trabalho de 8 horas e proclamou feriado o dia 1º de Maio desse ano. Hoje, em Portugal, Brasil, Espanha, França, Japão, Rússia e em mais de cerca de oitenta países, o dia 1ª de Maio é feriado.

Em Portugal, comemorou-se este dia a partir de 1890 assumindo a data uma forte expressão durante a 1ª República. Contudo, a partir de 1926, com a ditadura que acaba com esta 1ª República e dará origem ao Estado Novo, reprime-se a comemoração deste dia, primeiro através da polícia e mais tarde da PIDE. Só a partir de Maio de 1974, ano da nossa Revolução do 25 de Abril, é que nos foi possível comemorar o 1ª de Maio livremente, em dia feriado.

Mas, muito mais que um feriado, este dia tem como objetivo chamar os povos a uma profunda reflexão sobre os direitos adquiridos pelos trabalhadores. Passou a ser questionada a ideia de que os trabalhadores não eram mais do que um instrumento para o lucro dos patrões e, assim, nas democracias, as leis passaram a garantir um novo papel aos cidadãos e às cidadãs. Este vai ser um processo longo, onde pouco a pouco, no século XX, se começa a assistir ao repúdio de regimes que consideravam o trabalho como sinónimo de exploração.

Também os trabalhadores passaram a compreender a importância dos direitos coletivos. A sindicalização e o direito à greve passaram a ser “armas” importantíssimas na defesa dos seus direitos e de melhores condições de trabalho.

E HOJE o que deverá ser este dia?

Pagamos impostos que, de acordo com a Constituição da República Portuguesa (CRP visam um bem essencial – O BEM COMUM, o bem-estar e a felicidade dos/as cicadãos/ãs).

Mas, na verdade, hoje, os sistemas financeiros, apesar de não terem rosto, são os verdadeiros responsáveis pela crise, tentando fazer mudanças profundas, numa perspetiva de destruição de valores, sobretudo dos humanistas, aproximando-nos da barbárie, ao ponto de considerarem que pessoas com o rendimento de 400 euros mensais, vivem acima das suas possibilidades!

Temos de transformar o MEDO que por vezes nos impede de agir, em FORÇA CONTRA O RETROCESSO CIVILIZACIONAL que nos querem impor para, todos juntos nos sindicatos, na CGTP-IN, continuarmos a lutar pela valorização do trabalho e pela dignificação dos trabalhadores!

 


 
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