JF online junho de 2026

Professores Aposentados – uma luta assumida desde o início pelos sindicatos

01 de julho, 2026

Departamento dos Professores Aposentados
FENPROF

 

Esta foi uma luta assumida, desde cedo, pelos sindicatos da FENPROF. Foi em maio de 1992, no IV Congresso da FENPROF, que se constituiu a Frente de Trabalho dos Aposentados com o objetivo de agregar e organizar os professores aposentados que, desde a publicação do ECD, se movimentavam pela atualização das suas pensões.

Formaram-se, nos sindicatos, comissões de aposentados, realizaram-se três congressos regionais (Funchal, Lisboa e Viseu), criou-se um espaço para as questões da aposentação no Jornal da FENPPROF (JF) e, em 1993, realizou-se o 1º Congresso Nacional de professores Aposentados onde foi aprovada a Carta dos Direitos dos Professores Aposentados e, como principal reivindicação, a indexação das pensões aos vencimentos dos professores no ativo, que veio a ser conquistada em 1 999 e só concretizada em 2 000, após intensa luta.

A Resolução aprovada no 11º Congresso Nacional dos Professores – maio de 2013 – considerou medidas para melhorar e reforçar a participação e representação dos professores aposentados nos sindicatos bem como assegurar a sua adequada integração nas estruturas da FENPROF.

A 1ª Conferência Nacional de Professores Aposentados, realizada a 21.11.2013, deliberou que esta Frente de Trabalho passasse a funcionar como Departamento dos Docentes Aposentados com a seguinte constituição – Comissão Permanente (CP) composta por um Coordenador do Departamento designado pelo SN e pelos coordenadores dos departamentos/Comissões de cada Sindicato - Comissão Coordenadora (CC), constituída pelos membros da CP, pelos membros do CN, entretanto aposentados, e por elementos indicados pelos sindicatos, distribuídos proporcionalmente de acordo com a sua representatividade – Conferência Nacional de professores e Educadores Aposentados, a realizar, preferencialmente de 3 em 3 anos.

A informação, o esclarecimento e as lutas pela obtenção dos direitos, foram determinantes para conseguirmos algumas vitórias, nomeadamente:

  • A reposição do pagamento do subsídio de natal e de férias sem ser por duodécimos.
  • A reposição das regras de revisão do valor das pensões, terminando o período de congelamento e a revisão extraordinária de todas as pensões;
  • A eliminação total da Contribuição Extraordinária de Solidariedade;
  • O fim da sobretaxa do IRS;
  • A correção das alterações ao valor das pensões calculado a partir de 2013, na sequência da norma inconstitucional do Estatuto de Aposentação, segundo acórdão do Tribunal Constitucional nº 134/2019 (DR, 1ª série, de 3 de abril de 2019);
  • A criação da flexibilização da idade de reforma designada “idade pessoal de acesso a pensão de velhice” e “aposentação por carreira longa”;
  • A isenção do fator de sustentabilidade com exceção, dos que requeiram a aposentação antecipada;
  • Revogação da cobrança de taxas moderadoras nas prestações de saúde, exceto nos serviços de urgência hospitalar desde que não se verifique internamento ou não haja referenciação prévia pelo SNS;
  • A atualização de todas as pensões logo no ano seguinte ao da aposentação;
  • Aumento do número de sócios que se mantém no respetivo sindicato, após a aposentação.

São, igualmente, vitórias alcançadas o conseguirmos que não avançassem medidas que constituíam a destruição de direitos, como:

  • O corte nas pensões previsto no OE /2014, em mais de 10%, no tempo de Passos Coelho;
  • As várias tentativas em privatizar os sistemas públicos de pensões, no seguimento de diretivas europeias;
  • Os ataques à ADSE I.P. enquanto subsistema complementar de saúde.

 

O caminho é de luta, juntos e organizados nos sindicatos da FENPROF.