Imagem MPPM – Palestina
O parlamento israelita aprovou, nos últimos dois anos, 30 novas leis, somando, neste momento, cerca de uma centena, que aprofundam o sistema de apartheid e de supremacia étnico-nacional judaica do Estado de Israel, reforçando a discriminação e repressão sobre todos os palestinos.
De entre as novas leis aprovadas, uma destina-se a atribuir ao Ministério da Educação ampla discricionariedade para demitir professores e cortar o financiamento a escolas por expressões que considere constituírem apoio ou identificação com alegados «atos de terrorismo», «organizações terroristas» ou como «incitamento ao terrorismo». Para os deputados que aprovaram a lei, terrorista não é a política de genocídio levada a cabo pelo governo sionista de Israel, mas toda e qualquer oposição a essa política. | Mário Nogueira
Imagem archnet.org
The Palestinian Museum distinguido com importante prémio internacional
O Comité Internacional para Museus e Coleções de Arte Moderna (CIMAM) atribuiu o Prémio de Práticas Museológicas de Excelência (OMPA) 2025 pela exposição «Gaza Remains the Story». O prémio, anunciado em Turim, homenageia práticas que sejam inovadoras e também sensíveis ao contexto, replicáveis, sustentáveis e capazes de promover mudanças estruturais duradouras.
A exposição tem formato digital e, através dela, o museu comunica a sua visão de forma eficaz, oferecendo um modelo inovador, como forma de continuar a cumprir a sua missão, apesar das circunstâncias extremas em que se encontra.
The Palestinian Museum teve de fechar portas devido às restrições de circulação impostas pela ocupação sionista, mas viu crescer vinte vezes os acessos ao seu Arquivo Digital, o que o levou a redefinir o seu papel e a expandir-se para uma rede global e sem fronteiras que se estende muito além das suas galerias.
A exposição «Gaza Remains the Story» foi projetada para ser descarregada, produzida e exibida em qualquer lugar do mundo, adaptável a qualquer espaço e exigindo recursos mínimos. Já foi exibida em meia centena de países, em ambientes muito diversos, transformando cada espaço anfitrião num ato cultural coletivo que resiste ao apagamento e reafirma o lugar da Palestina na consciência global contemporânea.
Com a exposição procura-se informar, educar e apresentar narrativas de locais históricos e tradições culturais de Gaza, ao mesmo tempo que é oferecido um vislumbre das artes, aspirações e identidade única do povo palestino, que não se alteraram.
As escolas portuguesas, bem como quaisquer outras organizações ou entidades poderão promover esta exposição, que já esteve patente em Lisboa por iniciativa do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM). | Mário Nogueira


