A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) expressa a sua firme solidariedade para com todas as instituições cubanas, os educadores, os docentes, investigadores, estudantes e restantes trabalhadores dos diferentes níveis de ensino e educação, que enfrentam há muitos anos um conjunto de dificuldades particularmente gravosas.
As instituições educativas em Cuba atravessam um período de forte constrangimento, marcado por uma profunda crise económica e por défices energéticos que comprometem o regular funcionamento das atividades letivas, científicas e administrativas.
A recorrência de apagões tem obrigado à suspensão de aulas e à reorganização dos calendários escolares, afetando de forma direta o direito à educação e à produção de conhecimento.
A estas limitações somam-se a escassez de materiais essenciais, as dificuldades na manutenção de infraestruturas, os constrangimentos ao acesso a tecnologias e a persistência de falhas de conectividade, de energia elétrica e os cortes de água, fatores que agravam as condições de trabalho e de aprendizagem. Acresce ainda o impacto severo das condições económicas sobre o corpo docente.
A FENPROF sublinha que estas dificuldades têm como causa profunda o bloqueio económico imposto pelos Estados Unidos, o qual constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento do país e ao normal funcionamento das suas instituições. Reitera, por isso, a sua condenação deste bloqueio, que considera injusto e penalizador para o povo cubano, tal como a decisão de ter sido considerado um Estado patrocinador do terrorismo.
Não obstante este contexto adverso, reconhece-se o papel central do sistema educativo cubano enquanto pilar social e exemplo de compromisso com uma educação pública, gratuita e de qualidade, bem como a sua relevante contribuição nas áreas científica e académica, que partilha solidariamente com o resto do mundo.
Face à situação atual, a FENPROF:
- reafirma a sua solidariedade com a comunidade educativa cubana;
- exige o fim do bloqueio económico e de todas as formas de ingerência externa;
- defende a retirada de Cuba da lista de estados patrocinadores do terrorismo;
- apoia iniciativas de cooperação e ajuda solidária;
- valoriza a resistência e o compromisso do povo cubano com a educação e o conhecimento.
Lisboa, 21 de março de 2026
O Conselho Nacional


