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Opinião de Mário Nogueira na revista Visão

«Revisão do ECD: arrastamento tem propósito»

29 de setembro, 2026

Mário Nogueira, representante da FENPROF no Conselho Nacional da Educação, publica um artigo de opinião na revista Visão onde afirma que «O projeto de Fernando Alexandre para a Educação, sob a pomposa designação de reforma, promete não deixar pedra sobre pedra no que à Escola Pública diz respeito, num quadro de reconfiguração do sistema educativo português».


«Revisão do ECD: arrastamento tem propósito»

«É neste quadro complexo que decorre a revisão do estatuto da carreira docente (ECD), identificada como essencial à valorização da profissão docente, tornando-a atrativa. O processo arrasta-se há quase dois anos e meio, tendo o ministro e a sua corte distribuído os assuntos por sete temas, com questões fundamentais da carreira (condições de trabalho, estrutura, grelha salarial, progressões e avaliação) empurradas para o final (temas 5, 6 e 7). Passado todo este tempo está por concluir o tema 2. 

O passo de caracol não é inocente. Sendo o neoliberalismo um dogma para os seus seguidores, há leis que são mandamentos. Uma delas é a lei da oferta e da procura. Como praticante daquela religião, o atual ministro não entenderá a valorização da profissão docente como reconhecimento da importância educativa, social e humana que esta tem, mas como meio para atingir uma finalidade, no caso dar resposta à escassez de oferta face à dimensão da procura. 

Sabe o ministro que a grande falta de professores nas escolas desequilibra o fiel da balança, com o prato da procura a impor-se à escassez da oferta. Nesta perspetiva, alinhar o fiel com o eixo central exigiria uma valorização efetiva, incluindo ao nível das condições de trabalho. Não é o que pretendem ministro e governo, daí a revisão continuar a marcar passo.»

Leia o artigo completo na página da revista Visão.