Voltaram a ser publicados os designados rankings das escolas, incluindo exames nacionais do ensino secundário, provas finais do 9.º ano e provas ModA do ensino básico. Como a FENPROF denunciou, insiste-se em modelos de análise que, independentemente dos nomes distintos, dos métodos aparentemente alternativos, das variáveis interativas e das análises especializadas, de serem elaborado por órgãos de comunicação social e diversas instituições, mantêm não só os seus objetivos, mas também a utilização dos resultados das provas e exames para tirar conclusões abusivas.
Mais uma vez, apesar dos supostos rigor e exigência, os rankings traduzem as desigualdades que resultam de exames nacionais que hierarquizam e eliminam alunos, desprezam a aprendizagem saudável e a avaliação contínua, estimulam o individualismo, segregam e estigmatizam escolas, desprestigiam o trabalho dos professores e promovem a competição em detrimento da cooperação.
A FENPROF já anteriormente denunciou que a intenção não é mais do que reforçar o preconceito ideológico de que o privado é bom e o público é mau e, assim, engordar o negócio da educação, também à custa do Estado.
O que é necessário é aprofundar o investimento na Escola Pública, ao contrário do corte previsto de mais de 80% na proposta do Orçamento do Estado para 2027, permitindo garantir que se atenuam as desigualdades educativas, em particular as que resultam da condição socioeconómica dos alunos.
Relembremos que os mais recentes resultados do PISA, frequentemente utilizados como referência para condicionar as opções políticas, não identificam diferenças estatisticamente significativas entre os resultados das escolas públicas e das escolas privadas quando se compara o que é comparável: alunos com o mesmo designado estatuto económico e cultural.
A FENPROF nunca se cansará de saudar todos os professores que, diariamente, continuam a pugnar por uma educação e uma escola de qualidade para todos e pela formação integral dos alunos.


