No final da Manifestação Nacional do dia 16 de maio, em que perto de 25 mil educadores, professores e educadores desfilaram entre o Cais do Sodré e a Praça dos Restauradores, em Lisboa, a FENPROF definiu as suas linhas de intervenção.
Numa Resolução aprovada por unanimidade e aclamação, os educadores, professores e investigadores afirmaram, de forma clara e determinada, a sua total disponibilidade para prosseguir a luta pela valorização da profissão docente e pela defesa intransigente da Escola Pública.
Tendo em mente que os direitos se conquistam e se defendem com unidade, determinação e luta, os educadores e os professores assumiram o compromisso de, até ao final do ano escolar, participar ativamente em todas as formas de luta que se revelem necessárias, designadamente:
- Assinalar, numa iniciativa de rua, no dia 15 de junho, a inaceitável discriminação existente no calendário escolar da educação pré-escolar e do 1.º CEB;
- Realizar a iniciativa de rua “O processo de revisão do ECD em exame”, no dia 26 de junho, em moldes a divulgar oportunamente;
- Acompanhar o processo de revisão do ECD, realizando, sempre que possível, concentrações junto ao MECI;
- Afirmar a disponibilidade para acompanhar e intervir, se necessário, durante o mês de agosto, caso o MECI avance com novas medidas prejudiciais à profissão e à Escola Pública;
E, por fim:
- Participar ativamente na Greve Geral do próximo dia 3 de junho, em unidade com os demais trabalhadores, contra o retrógrado pacote laboral que todos ameaça e em defesa da profissão docente, o que exige um ECD solidamente valorizado.
Os educadores, os professores e os investigadores presentes na Manifestação rejeitaram qualquer tentativa de desvalorização da profissão docente, de descaracterização da carreira ou de ataque aos direitos conquistados ao longo de décadas de luta e mantêm a sua exigência de “Valorização, já!”.


