A FENPROF participa, entre 27 e 29 de agosto, na Conferência Mundial da UNESCO, que reuniu delegações de todo o mundo para debater o futuro da educação e o papel dos professores.
Um dos momentos mais significativos deste encontro foi a ampla aceitação da proposta há muito defendida pela FENPROF de considerar a Relação Professor–Aluno como Património da Humanidade. Esta ideia, pioneira a nível mundial, foi referida em diversas sessões e amplamente valorizada por representantes de muitos países, que reconheceram o valor universal e intemporal desta relação na construção do conhecimento, da cidadania e da humanidade.
A iniciativa contou também com o empenho e prestígio do Professor António Sampaio da Nóvoa, ex embaixador da UNESCO, que interveio, sublinhando a importância dos professores e as múltiplas dimensões da sua autoridade pedagógica e social. A sua intervenção foi muito aplaudida e reforçou a legitimidade internacional desta campanha.
Na declaração final da Conferência, graças ao trabalho da Internacional da Educação, no qual se integrou a FENPROF e diversos parceiros internacionais, ficou inscrito um ponto autónomo que insta a UNESCO a reconhecer a relação professor–aluno como Património da Humanidade, ainda mais importante no atual contexto de tentativa de impor a IA como instrumento capaz de substituir os professores.
De acordo com a delegação da FENPROF que esteve presente
“A declaração da relação professor–aluno como património da Humanidade foi referida por muitos participantes, sobretudo sindicalistas de vários países, nas diversas sessões da conferência. O objetivo foi plenamente cumprido.”
Com esta presença ativa e influente, a FENPROF reforça o seu papel na promoção da valorização da profissão docente e da Escola Pública a nível internacional, afirmando-se como protagonista de uma causa que une professores de todo o mundo.