Mário Nogueira, representante da FENPROF no Conselho Nacional da Educação, publica um artigo de opinião na revista Visão onde afirma que «O estado da Educação é doloroso e tem responsável político: o ministro Fernando Alexandre». Para Mário Nogueira, «o que está a acontecer é muito prejudicial para a Escola Pública, mas esse será o lado para o qual o ministro dorme melhor, uma vez que, como gosta de dizer, não tem preconceitos ideológicos», conclui.
Educação: os fracassos do alegado “grande reformador”. Opinião de Mário Nogueira
O estado da Educação é doloroso e tem responsável político: o ministro Fernando Alexandre. Para a situação, contribui a incompetência técnica na implementação de algumas medidas, no entanto, o problema é muito mais profundo – estamos perante o resultado de políticas decididas pelo Governo e levadas a cabo por um ministro para quem tudo o que corre mal é culpa alheia.
Os fracassos sucedem-se: a falta de professores agrava-se; a revisão do estatuto da carreira docente (e consequente valorização da profissão) vai sendo adiada; os exames foram um caos; a abertura do ano letivo é das piores de sempre, com a novidade de milhares de alunos não terem escola. Como se não bastasse, já se precipitam outras medidas, com destaque para a entrada em vigor, a meio do ano letivo, do novo regime de inclusão, e para a anunciada fusão dos dois primeiros ciclos já no próximo ano letivo, medida que, inclusivamente, obrigará a uma alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo, mas cuja preparação se mantém no mais reservado secretismo.
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O que está a acontecer é muito prejudicial para a Escola Pública, mas esse será o lado para o qual o ministro dorme melhor, uma vez que, como gosta de dizer, não tem preconceitos ideológicos. Admite-se que assim seja quando o que corre mal contribui para a degradação da resposta pública. Faz parte da natureza dos neoliberais.
Leia o artigo completo na página da revista Visão.


