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FENPROF
20 mai 2020 / 15:42

Testes positivos à Covid-19: Veremos se a não realização antes da abertura de escolas terá sido a melhor opção...

A Câmara Municipal de Vila Real decidiu testar todos os trabalhadores docentes e não docentes que se apresentariam ao serviço no dia 18 e surgiu um resultado positivo, o que permitiu que essa pessoa não tivesse de se apresentar ao serviço, ficando protegidos a própria e todos os que iriam contactar com ela na escola.

Ontem, em Linda-a-Velha, no concelho de Oeiras, uma trabalhadora não docente que tinha apresentado sintomas na semana passada soube que o teste que realizou deu positivo, tendo, até ao momento de conhecer o resultado do seu teste, contactado com outras pessoas, designadamente na Escola Secundária Amélia Rey Colaço, onde trabalha. Em relação a esta escola, exige-se, agora, que sejam tomadas todas as medidas previstas pela DGS, que impõem o isolamento de quem contactou com a trabalhadora e, no mínimo, pela realização de testes a toda a comunidade escolar.

Antes da abertura das creches todos os trabalhadores realizaram testes à Covid-19, havendo instituições que não abriram no dia 18 de maio, como previsto, por terem surgido resultados positivos. Coimbra e Braga são cidades onde tal se verificou.

Apesar da insistência da FENPROF, o governo considerou não haver razões para a realização de testes a toda a comunidade escolar que iria regressar, o que teria permitido agir antes da abertura, no sentido de proteger todos os que iriam regressar à atividade presencial. Imprudentemente, o governo decidiu não o fazer. Veremos se a estratégia de ir sabendo a "conta-gotas" será a que mais contribui para a confiança das pessoas e para garantir a segurança sanitária de todos... Em França, essa opção já levou ao encerramento, de novo, de 70 escolas. A FENPROF espera sinceramente que não venha a suceder situação idêntica em Portugal.

Entende a FENPROF que, não tendo sido essa a opção política do governo, não é tarde para realizar o rastreio. Ele continua a ser indispensável para permitir identificar, de imediato, eventuais casos positivos, em vez de se aguardar que surjam, já com sintomas, dentro da comunidade escolar, daí podendo ser transmitidos para as famílias e para a sociedade. É uma questão de rigor, de precaução e de confiança social.

 

O Secretariado Nacional

 


 
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