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FENPROF
17 mai 2019 / 16:34

FENPROF exorta docentes e investigadores a participarem nas eleições para o Parlamento Europeu

Queremos um futuro de permanente subjugação ou a defesa dos nossos direitos?!

 

Em 26 de maio realizam-se as eleições para o Parlamento Europeu. A FENPROF apela aos professores, educadores e investigadores que participem nas eleições, tendo, assim, voz ativa na definição da representação nacional.

Estas eleições são, muitas vezes, desvalorizadas, com reflexos numa elevada abstenção. É um erro, pois, da composição do Parlamento Europeu, resultam consequências importantes para as nações e os povos.

Portugal sente as consequências das políticas decididas pela União Europeia. Em convergência com o FMI, a UE impôs a todos os portugueses políticas que os empobreceram. Foram as reduções salariais, o congelamento de carreiras, o agravamento dos requisitos para a reforma ou a redução do valor das pensões, a degradação dos serviços públicos e toda uma panóplia de medidas que, de forma chocante, não “tocaram” naqueles que provocaram problemas graves à economia nacional.

Ninguém vê a UE a pôr travão aos milhares de milhões de euros dos contribuintes que vão parar aos cofres dos bancos e são entregues para tapar buracos financeiros, esconder atos de gestão danosa, camuflar desvios de milhões e práticas corruptas ou que resultam de imorais e injustos benefícios fiscais que não estão alcance de quem vive do seu trabalho. Pelo contrário, a UE, adotando uma prática de agiotagem, impõe a Portugal o pagamento de uma dívida, com juros escandalosos, que os Portugueses não contraíram, sujeitando-os a grandes sacrifícios.

Se dúvidas houvesse sobre a ingerência da UE na vida de todos nós, bastaria que olhássemos para o setor em que trabalhamos – a Educação: continuados cortes orçamentais, forte redução de recursos humanos e degradação generalizada das condições de trabalho são, apenas, algumas das graves consequências do comando externo sobre as políticas nacionais.

Em relação aos professores, ninguém pode ficar indiferente aos “recados” que foram sendo enviados pela Comissão Europeia e pelo próprio Moscovici, comissário para os assuntos económicos, ao longo de todo o processo de luta (que vai continuar) pela recuperação do tempo de serviço cumprido nos períodos dos congelamentos. Ninguém pode ficar indiferente às “justificações” dos que, mentindo, usam números falsos, atacam os professores, dizem-se contra um alegado despesismo que só é argumento quando se trata de resolver problemas de quem trabalha. Ou quando, em nome de designados “critérios de Bruxelas”, se impediu, na Assembleia da República, que fosse devolvido aos docentes o tempo de serviço que lhes está a ser apagado.

 

O que tem isto a ver com as eleições para o Parlamento Europeu do próximo dia 26?

Portugal será tão mais forte e terá uma voz tão mais autónoma quanto maior for o número de deputados eleitos que recusem as políticas de ingerência e de submissão das nações e dos povos.

Além disso, ninguém pode esquecer o período negro que a Europa viveu, imposto pela sanha nazi que foi derrotada há 74 anos, com um rasto de 50 milhões de mortos, e que dá sinais de querer reerguer-se.

A este ressurgimento – como se na extrema-direita pudesse estar a solução para a falta de eficácia da ação dos atuais governos dos estados membros – não são alheias as opções por políticas que não resolvem problemas, antes os agravam, que provocam retrocessos em conquistas dificilmente obtidas, que colocam em plano secundário aqueles que trabalham, que limitam a soberania dos países ditos periféricos e dos seus povos, que submetem estes às imposições das economias e dos interesses dominantes, assim comprometendo o desenvolvimento e a melhoria de condições de vida, como acontece, também, com a generalidade dos Portugueses.

É neste contexto que a FENPROF exorta todos os docentes e investigadores a participar nas eleições e a eleger deputados que estejam mais preocupados com os direitos dos Portugueses do que com os interesses dos que fazem de conta que olham por todos nós.

 

Lisboa, 17 de maio de 2019 

O Secretariado Nacional da FENPROF

 


 
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