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FENPROF
13 set 2013 / 14:38

Declarações sobre contratação de docentes e horários não preenchidos revelam falta de seriedade política do ministro

Nuno Crato não foi politicamente sério quando atribuiu o não preenchimento de mais de mil horários completos à falta de interesse dos professores. Com essa afirmação, o ministro deixou implícito que os professores, apesar de serem dos principais atingidos pelo desemprego, não querem trabalhar, manifestando falta de interesse pelos horários existentes.

O que Nuno Crato não quis esclarecer foi:

- Se esses horários eram anuais ou temporários. Muitos professores não se candidatam a horários temporários, que poderão ser de apenas 30 dias, pois isso pode significar perder horários anuais que, entretanto, surjam, deixando o docente desempregado até final do ano;

- De que grupos são os horários que ficaram por preencher, para que se saiba se há ou não candidatos para os ocupar;

- Quantos desses horários são de “técnicas especiais”, pois estas, não constituindo grupo de recrutamento, não vão a concurso nacional para colocação de professores, tendo de ser preenchidos por “oferta de escola”;

- Quantos desses horários são de escolas e agrupamentos “TEIP” ou com “contrato de autonomia”, que são centenas. É que os horários dessas escolas e agrupamentos não podem ser preenchidos pelo concurso nacional, mas, por imposição da lei (de que a FENPROF discorda), através de “oferta de escola”.

Face à afirmação do ministro, a FENPROF solicitará ainda hoje ao MEC a discriminação dos tais “mais de mil horários” (anuais / temporários, grupos de recrutamento e tipo de escola / agrupamento) para que se conheça a verdade e confirme a falta de seriedade política do ministro na afirmação que fez.

O ministro da Educação disse ainda que não houve atraso nesta fase da colocação de professores, atribuindo o facto de só agora ter acontecido a realização, este ano, do concurso geral. Recorda-se que, em 2009 e 2006 este concurso também se realizou e nem por isso a primeira fase de contratação deixou de ter lugar em 1 de setembro. Este ano, nessa data, não foi contratado um só professor. Há atraso nesta colocação e foi o próprio ministro que afirmou, no início de setembro, que tinham ficado 6.431 horários por preencher. Se assim era, por que impediu milhares de professores de se envolverem na preparação do ano letivo, colocando-os nesse momento?

Cada vez mais se confirma que obscuros interesses a servir e falta de seriedade política são imagem que marca uma equipa do MEC que constitui, ela sim, um dos principais problemas para as escolas e, em geral, para a Educação

O Secretariado Nacional da FENPROF
13/09/2013 

 

 


 
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