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FENPROF
30 nov 2013 / 16:57

EBI Roberto Ivens (Ponta Delgada) acolhe 6ª iniciativa conjunta

EM DEFESA DA ESCOLA INCLUSIVA, FENPROF E CNOD REALIZARAM A 6ª INICIATIVA CONJUNTA, NA ESCOLA BÁSICA INTEGRADA ROBERTO IVENS, EM PONTA DELGADA (REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES)

Após ser apresentado de Norte a Sul do País, e passando pela Madeira, foi a vez de se realizar, no dia 2 de dezembro, na Escola Básica Integrada Roberto Ivens, em Ponta Delgada, Açores, a última iniciativa do Projeto, em parceria com CNOD/FENPROF e cofinanciado pelo INR, sob o tema “A importância da Escola na Inclusão Social de Crianças e Jovens com Deficiência”. 

Foi apresentada a exposição de dez painéis sobre a problemática da Inclusão de pessoas com necessidades especiais e portadoras de deficiência, sendo inaugurada pela vice-presidente do Conselho Executivo da EBI Roberto Ivens, pelo Presidente da CNOD e pelo Secretário-Geral da FENPROF. A organização da Exposição e Debate que se seguiu foi da responsabilidade da Coordenação Nacional da Educação Especial da FENPROF e do Sindicato dos Professores da Região Açores.

No debate participaram Ana Simões – Membro do SN da FENPROF e Coordenadora do Departamento da Educação Especial daquela Federação, Mario Nogueira – Secretário-Geral da FENPROF, e a encarregada de educação Sandra de Fátima Botelho Oliveira Faustino. O debate foi moderado pela Coordenadora da Educação Especial do SPRA, Clotilde Duarte.

Ana Simões interveio para salientar a importância, para o desenvolvimento integral da criança, de uma intervenção o mais atempadamente possível, centrada na família desde que é detetada uma criança em risco biológico ou ambiental, ou seja, antes ou após o nascimento da criança. Referiu que a intervenção precoce que antes estava centrada na criança, passou a estar centrada na família enquanto primeiro contexto social e referência chave da criança no seu desenvolvimento. Os docentes de intervenção são apenas os facilitadores para que a intervenção ocorra da melhor forma.

A experiência de uma mãe
e encarregada da educação

Sandra Faustino expressou a sua experiência enquanto mãe e encarregada de educação da Mariana, uma criança que tem síndrome de Rett . Referiu que “a Mariana apesar de apresentar inúmeras dificuldades e limitações a nível psico-motor foi alvo da Intervenção Precoce. Aos 6 anos foi incluída numa turma do ensino regular. Esteve 3 anos numa EBJI onde se assistiu a uma boa integração”. Mais adiantou que nesta escola pública “os pais que no início estavam relutantes com a presença da Mariana na turma foram aos pucos perdendo os seus receios ao longo do ano conforme foram interagindo”. Assim sendo “a Mariana foi incluída nas festividades organizadas pela escola, tornando-se assim, a escola, facilitadora da Mariana”. “Agora está na EBI Roberto Ivens tendo sido integrada numa UNECA, onde se retrocedeu no processo de Inclusão”. Confirmou que esta situação “não significa que não deva estar numa UNECA, mas, em termos gerais, a presença de algumas crianças nestas Unidades Especializadas com Currículo Adaptado deveriam ser melhor identificadas nas suas problemáticas”. No caso da Mariana realçou que “deveria existir mais inclusão em disciplinas normais como por exemplo nas disciplinas de Educação Física e Educação Musical”, isso seria muito “benéfico” para a “qualidade de vida da Mariana”. Afirmou que as lideranças das escolas são uma parte importante no processo de Inclusão das crianças e jovens portadores de deficiência e com necessidades especiais, pois o acolhimento destas crianças realizado com a normalidade desejada é deveras fundamental para a prática e vivência diária na escola e para a efetiva inclusão ns no espaço escolar. Por fim admitiu que como mãe de uma criança que não fala e por isso mesmo não consegue expressar o seu dia a dia escolar e as necessidades que foram sentidas aprendeu a ter confiança em toda a comunidade educativa, e isso é reconfortante, e isso só se consegue acreditando que a Mariana está num verdadeiro processo de inclusão e verdadeiramente integrada na escola /comunidade educativa. Realçou a necessidade de toda a sociedade conhecer a problemáticas destas crianças e assim serem esbatidas as barreiras e os preconceitos que ainda existem nas pessoas, por isso é saudável dar a conhecer estes exemplos para assim se criarem condições sociais para que estas crianças possam ser mais felizes!

A Escola Inclusiva não existe em Portugal, afirmou Mario Nogueira

O último a intervir no debate foi Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF, que afirmou que “este ano letivo foi o ano que começou com menos professores colocados trazendo por isso inúmeros problemas às escolas e ao sistema educativo, principalmente neste caso do ensino e educação especial”. Realçou que a FENPROF não está nesta iniciativa porque “amanhã, (dia 3 de dezembro)é o Dia Internacional de Pessoa com Deficiência”. A FENPROF está nesta iniciativa porque “acredita e defende a escola inclusiva e quando a CNOD desafiou a FENPROF para esta iniciativa foi logo abraçado este projeto”.

Mario Nogueira afirmou que” a Escola Inclusiva não existe em Portugal, e não existe não é por culpa dos professores, dos pais, da comunidade é sim por culpa dos Governos e dos políticos que não querem que haja escola inclusiva em Portugal”. Recordou que ainda agora “após 3 meses de abertura do ano letivo ainda existem inúmeras crianças e jovens em casa porque as escolas ainda não criaram condições para os receberem”, e isto deve-se não é por “falta de professores especializados, técnicos ou terapeutas, é sim porque é uma intenção deste Governo!”. Afirmou que não é com políticas economicistas que se resolvem os problemas inerentes à diversidade de alunos (com ou sem necessidades educativas especiais).

Em relação aos Açores realçou que os Apoios Educativos não estão a ser sistemáticos mas sim lecionados de forma descontínua, pois os professores que se encontram nos Apoios Educativos são constantemente chamados para substituição de colegas. Ora, essa prática inviabiliza o caracter do Apoio Especial e Educativo colocando em causa o trabalho na superação das dificuldades destes alunos. Afirmou mais à frente que a “Escola Inclusiva não significa ter somente os alunos na escola, significa sim ter respostas adequadas, nas mesmas condições de igualdade dos outros alunos, e poderem atingir os mesmos objetivos e que, por serem diferentes, terem apoios diferenciados”.

Queixa à UNESCO e OIT contra o Governo Português

No final da sua intervenção o Secretário – Geral da FENPROF anunciou que será agendada uma conferência de imprensa para serem apresentadas as conclusões finais desta iniciativa que percorreu as várias zonas do País e onde irão ser apresentadas as novas formas de luta em prol da escola inclusiva. Adiantou ainda que ”em janeiro a FENPROF juntamente com a CNOD, APD e Associação Pró Inclusão irão apresentar uma queixa à UNESCO e à OIT contra o Estado Português na pessoa do 1º Ministro e deste Governo, por não fazerem o que assinaram, em 1994, que é a defesa e promoção da escola inclusiva prevista na Declaração de Salamanca.” Também referiu que de 4 a 10 de Maio de 2014 vai realizar-se a Semana Global da Educação que este ano se vai “debruçar sobre a escola Inclusiva, sobre a Inclusão de pessoas com deficiência, afirmando que a FENPROF estará presente nesta ação  a defender uma escola que tem que ser de TODOS: Pública e Democrática onde as respostas sejam de Qualidade e Inclusivas!”

De seguida deu-se espaço ao debate dos participantes na plateia que colocaram questões e experiências em prol da escola onde todos estejam incluídos e a poderem atingir os mesmos objetivos. Foi realçada a ideia que nos Açores existe uma efetiva inclusão dos jovens portadores de deficiências no 1º Ciclo e Jardins de Infância, existindo algum apoio nestes níveis de ensino mas os mesmos perdem-se quando os alunos mudam e transitam para o 2º ciclo e 3º ciclo e secundário. Essa lacuna deveria ser colmatada neste níveis de ensino, devendo os alunos continuarem a possuir uma efetiva inclusão nestes níveis de ensino. Defendeu-se também que se deveria apostar mais na colocação e na formação dos agentes educativos: docentes, funcionários, técnicos e terapeutas.

Todos juntos deverão continuar a trabalhar em prol de uma escola verdadeiramente inclusiva. Escola de TODOS e para TODOS!

Fernando Vicente
Dirigente do SPRA


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