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FENPROF
26 abr 2010 / 11:00

Mãos à obra!

26 horas de trabalho em dois dias de Congresso. Dos mais de 800 delegados e delegadas, 59% eram mulheres, 13,9% eram delegados e delegadas sindicais, 36,6% dirigentes dos vários sindicatos e 50,5% sem cargo sindical foram eleitos/as pelos seus núcleos sindicais de base.

Aprovado um Plano de Acção que orientará a acção dos professores e educadores e a intervenção e organização da FENPROF nos próximos três anos. Neste, ficam três orientações estratégicas centrais: valorizar a escola pública, construir o sucesso educativo e organizar a luta, agindo no quadro da especificidade da profissão, mas integrando, cada vez mais a acção no âmbito mais geral dos trabalhadores, designadamente no quadro da Frente Comum e da CGTP-IN.

Neste Congresso foi aprovado um segundo documento para a acção mais imediata – uma Resolução sobre acção Reivindicativa – no qual sobressai a prioridade estratégica da luta por uma profissão estável, combatendo a precariedade e afirmando a necessidade estratégica da vinculação dos professores. Neste âmbito mais específico, a FENPROF lembra, como muito importantes, a avaliação dos professores, a formação contínua, a gestão democrática (como elemento central do desenvolvimento de uma escola pública de qualidade), mas também o financiamento do ensino superior, o ensino profissional, o ensino particular e cooperativo, a educação pré-escolar, a valorização do 1.º ciclo do ensino básico e a necessidade de se dar uma atenção muito especial ao desenvolvimento do ensino secundário e a capacidade de este  dar respostas positivas para se atingir o efectivo cumprimento de um prometido alargamento da escolaridade obrigatória.

Para além destes dois documentos orientadores a longo e a curto-médio prazo, foram apresentadas ao Congresso e aprovadas diversas moções exteriores à ordem de trabalhos, de que se salientam a que consagra o compromisso da FENPROF de defender as conquistas de Abril, uma em que se exige consagração de uma nova lei que proceda à correcção do ataque aos direitos sindicais perpetrado pelo anterior governo, ou outras em que sobressaem os valores da defesa da paz e de uma sociedade solidária, um desenvolvimento ambiental sustentável, uma segurança social pública ou a exigência do fim de todas as discriminações de género ainda existentes na sociedade e na profissão.

Dezenas de intervenções

Neste Congresso realizaram-se dezenas de intervenções, definindo o que entendem os núcleos sindicais e os professores em geral, sobre o que deve ser a orientação político-sindical a dar à acção da FENPROF, enriquecendo os documentos propostos e apresentando, livremente, as suas propostas em alternativa.

Com o fim do seu 10.º Congresso, a FENPROF pode orgulhar-se de ser uma organização forte, que sai ainda mais coesa e com ainda maior capacidade de intervir e se organizar. É isto que assusta os que não hesitam, em cada momento em que vêem esta enorme força a crescer e a revitalizar-se, em atacar a FENPROF inventando, por vezes, fragilidades inexistentes.

Mas o que os professores procuram sucesso educativo e escolar, formação e qualificação de qualidade e as melhores condições para o realizar. A FENPROF assume essa como a sua principal tarefa. A luta por melhores condições de vida e de trabalho visa sempre, como objectivo central, o bem colectivo. E nisso envolvemos necessariamente as famílias e os nossos alunos, todos os trabalhadores, a sociedade em geral.

 Mãos à obra!


 
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