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FENPROF
13 out 2008 / 20:21

"Os professores, de novo, na rua!"

"As questões de fundo (o modelo do ME de avaliação dos professores, os horários de trabalho e a sua construção, os concursos e a instabilidade que daí resulta) não tiveram resposta. A senhora ministra não manifestou disponbilidade para abordar e alterar essas orientações", revelou Mário Nogueira à porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, em Lisboa, após a reunião realizada na manhã de 14 de Outubro (esta terça-feira). A delegação sindical que se encontrou com Maria de Lurdes Rodrigues integrou, além do secretário-geral da FENPROF, os dirigentes António Avelãs e Óscar Soares (SPGL), Abel Macedo (SPN), Anabela Sotaia (SPRC) e Joaquim Páscoa (SPZS).

"Esta era uma reunião, fundamentalmente, de abordagem de questões políticas. Não tanto uma reunião de negociação", observou Mário Nogueira, que afirmaria em seguida:

"No plano dos aspectos positivos, aquilo que conseguimos foi que hoje ficasse aqui aberto um conjunto de espaços de análise e debate, de reuniões com a tutela, que poderão resolver aspectos específicos, nomeadamente as muitas ilegalidades que estão a viver-se nas escolas no âmbito dos horários de trabalho e também da avaliação. Entregámos à senhora Ministra uma amostragem de horários de trabalho nitidamente ilegais e também fichas de avaliação que contrariam a lei, tendo ficado o compromisso dessas escolas irem agora ser confrontadas com o problema da irregularidade dessas situações."

"No plano mais profundo, dos aspectos em que há discordância de fundo com o Ministério da Educação, saímos como entrámos...", declarou o secretário-geral da FENPROF, que acrescentaria, a propósito:

"Os horários que existem para os professores portugueses estão profundamente desadequados com as múltiplas exigências da sua actividade. O regime de avaliação do desempenho é completamente inaceitável, inaplicável e as consequências estão hoje a ver-se nas escolas, e isto ainda numa fase inicial do processo de  avaliação. "

"Agora, há também há a questão dos concursos. A senhora ministra limitou-se a remeter para a negociação e não quis abordar a matéria. Mas é um projecto que aprofunda a  instabilidade que já hoje afecta o corpo docente. Há aspectos que devem ser alterados, como sublinhámos nesta reunião", realçou o dirigente sindical.

"Repito: as questões de fundo (o modelo do ME de avaliação dos professores, os horários de trabalho e a sua construção, os concursos e a instabilidade que daí resulta) não tiveram resposta. A senhora ministra não manifestou disponbilidade para abordar e alterar essas orientações", lamentou Mário Nogueira.

Para a FENPROF e para os professores,
o importante é unir e não dividir

Respondendo a uma questão colocada por um dos jornalistas presentes, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores explicou que "a  FENPROF não tem nada a ver com a manifestação de dia 15. É preciso que fique claro que se trata de uma manifestação convocada pelo discurso anti-sindical, com propósitos nitidamente anti-sindicais. Portanto, a FENPROF demarca-se, totalmente, dessa manifestação. Para a FENPROF e para os professores, o importante é unir e não dividir. E os Sindicatos continuam a ser para os professores um espaço de esperança onde sabem que é possível intervir e onde é possível alterar as coisas. Quando marcamos acções temos objectivos. Não vimos para rua apenas para realizar o protesto pelo protesto. Temos perspectivas."

Destacando que "a  FENPROF aposta na unidade", Mário Nogueira lembrou que "ontem (dia 13/10, segunda-feira) reunimos coma Plataforma Sindical dos Professores e amanhã (quarta-feira, dia 15) anunciaremos em conferência de imprensa o que entendemos que deve ser feito. Com uma certeza: é que os professores virão de novo para a rua, e numa data compatível com a negociação de concursos que está neste momento em cima da mesa. Dia 15 não será de certeza. É demasiado tarde!..." / JPO


 
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