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FENPROF
04 jul 2006 / 00:00

14 de Junho de 2006: Greve dos Professores e Educadores com grande participação a nível nacional

Impressionante manifestação nas ruas de Lisboa.
Apesar da chuva cerca de 10000 docentes desfilaram num ensurdecedor silêncio

Dados  provisórios recolhidos pela Direcção da FENPROF apontavam para uma média de adesão entre os 70 e os 80 por cento, no plano nacional.

 

Na Madeira a greve chegou aos 90 por cento, com todos os estabelecimentos de ensino encerrados  em cinco concelhos desta Região Autónoma.
O encerramento de dezenas de escolas, milhares de professores em greve e acções com centenas de participantes em diversas ilhas (cerca de 600 em São Miguel) foram a face mais visível do histórico dia de luta e protesto dos docentes da Região Autónoma dos Açores face à "inqualificável campanha", lançada pelo Ministério de Lurdes Rodrigues, "contra os professores e educadores portugueses", injustamente    "responsabilizados  pelas elevadas taxas de insucesso, bem como pelo abandono escolar dos alunos".

Milhares de educadores e professores, oriundos de diferentes regiões do  País, estiveram no plenário, no Alto do Parque Eduardo VII, seguindo depois em manifestação até ao ME, ligando, em cortejo compacto, o alto do Parque Eduardo VII e o Ministério, na Av. 5 de Outubro. De luto, os professores presentes (perto de 10 000, segundo fontes policiais) não desmobilizaram, apesar da chuva, e concretizaram uma enorme manifestação de protesto contra o projecto de regime geral da carreira, proposto pelo ME para aniquilar o actual Estatuto da Carreira Docente. Em menos de 10 meses Lurdes Rodrigues viu realizarem-se as duas maiores manifestações de professores de que há memória, com particular relevância para a de 14 de Junho.

Numa enérgica intervenção, frequentemente interrompida por aplausos, Paulo Sucena realçou a combatividade demonstrada pelos educadores e professores na greve nacional e neste plenário.

O secretário-geral da FENPROF garantiu que os docentes portugueses não estão dispostos a aceitar de braços cruzados esta violenta ofensiva contra a sua profissão e sua dignidade, marcada por sucessivos insultos e ataques.

Contra todas as calúnias - lançadas por elementos do Governo e pelos opinion makers de serviço, contra esta luta- , os professores portugueses, como acentuou o dirigente da FENPROF, "estão aqui  em força, com determinação, lutando, resistindo, afirmando o seu direito à indignação, recusando uma política de destruição da Carreira Docente, uma política feita de ameaças, que nega o futuro à escola pública e aos seus profissionais".

Depois da intervenção de Paulo Sucena, Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP-IN,  dirigiu uma saudação da Central a todos os professores em luta, deixando este alerta à ministra da Educação: "O esboço de reformas que o seu Ministério vai anunciando, se não for corrigido, pode transformar-se num dos maiores desastres que o sistema de ensino sofreu no nosso País". Apesar das condições metereológicas adversas, registou-se, como as televisões mostraram em directo, uma grande participação de docentes neste histórico dia luta e de protesto, em defesa da dignidade, contra a arrogância, contra a destruição do sistema educativo.

No final, já depois de ter sido entregue a proposta da FENPROF no Ministério da Educação, Mário Nogueira (coordenador do grupo negociador da FENPROF) salientou a coragem e determinação dos docentes portugueses, atacou as críticas demagógicas provenientes de membros do governo, rejeitou qualquer pretensão da ministra em querer marcar o calendário de luta da FENPROF e dos professores e educadores e, depois da exigência dos professores presentes de que a ministra deve demitir-se, revelou publicamente que a FENPROF não irá parar e que, contando sempre com o apoio dos docentes, existem todas as condições de afirmar que a luta resultará num final vitorioso.


 
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