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FENPROF
18 mar 2013 / 16:40

Manifestação dos Jovens Trabalhadores em Lisboa

A INTERJOVEM realizou, em Lisboa, no passado dia 27 de março, uma grande manifestação de jovens trabalhadores. Subordinado ao lema “Queremos Trabalho! Exigimos Direitos! Na Rua para os pôr na rua!”, jovens trabalhadores desfilaram até à residência do Primeiro-Ministro, reivindicando o direito ao trabalho estável e com direitos, a garantia da autonomia e do desenvolvimento das suas aspirações e projectos, e exigiram outra política e a queda deste Governo.

Para os jovens, mais do que outros setores da população portuguesa, é uma urgência ainda maior, primeira garantia de um futuro que está a ser brutalmente vandalizado. Mas não chega: não basta a mudança ou a alternância de protagonistas! Exigimos políticas que sejam verdadeiramente alternativas. A CGTP-IN e a FENPROF têm-nas proposto e lutam pela sua concretização; são políticas exequíveis, desejáveis, necessárias. Importa contribuir para que se realizem as condições necessárias à sua concretização, nomeadamente ao nível de um novo governo e de outra correlação de forças na Assembleia da República.

O acesso dos jovens ao emprego tornou-se um acaso, um jogo se azar em que, por vezes, lá se conseguem uns parcos meses de trabalho, sempre precário, baixos salários, sem possibilidade de construir projectos de vida.

O governo recomenda a emigração
e, efectivamente, foram já muitos milhares os jovens que se viram obrigados a seguir esse caminho.

O desemprego atinge já cerca de 40% da juventude
portuguesa. Na área da educação, o crescimento do desemprego bate recordes impressionantes, fruto de medidas que o governo tomou para, propositadamente, retirar professores às escolas. E como está à vista, se continuar a ter condições para isso, o governo vai continuar a despejar professores das escolas e da profissão.

Todos os dias conhecemos jovens que, querendo construir a sua independência, o seu trajecto de vida, têm de regressar a casa dos pais onde os encontram, muitas vezes, também a enfrentar sérias dificuldades.

É urgente pôr este governo na rua!

A JUVENTUDE é/pode ser uma força imensa. Se ganhar consciência disso, tem uma palavra decisiva na alteração da actual situação política e na construção de um futuro que seja a alternativa à catástrofe em curso.

Os JOVENS PROFESSORES, contratados ou afastados da profissão por este governo, têm todas as razões – e mais alguma! – para engrossar a luta.

 

Moção de apoio à jornada de 27 de março

A Assembleia Geral do Conselho Nacional da Juventude, que se realizou no passado dia 16 de março, aprovou uma moção, proposta pela InterJovem /CGTP, de apoio à jornada do Dia Nacional da Juventude, que decorrerá a 27 deste mês, sob o lema "Queremos Trabalho! Exigimos Direitos! Na rua para os pôr na rua!".

Diz a moção:

Os jovens do nosso país confrontam-se, hoje, com um desemprego que nos faz viver pior e empobrecedor a olhos vistos, que ultrapassa já os 40% entre os jovens até 35 anos, com o trabalho precário e sem condições, onde a nossa experiência e capacidade não é valorizada.

Confrontamo-nos com o maior retrocesso social desde a Revolução de Abril.

A aplicação de muitas medidas anunciadas pelo Memorando de Entendimento aumentou a exploração dos mais jovens que, dentro dos locais de trabalho, se confrontam com o ataque a direitos fundamentais. Mais de 65 mil jovens foram forçados a emigrar, mais de metade dos jovens do nosso país vivem em casa dos pais porque não recebem o suficiente para pagar as despesas mais básicas. Mais de 60% não recebem qualquer prestação social, sem trabalho, nem qualquer tipo de rendimento, numa situação de dependência, muitas vezes com os familiares no desemprego e na mesma situação. Num país onde milhares de jovens têm demonstrado, tanto em combativas acções de rua, como nos locais onde trabalham, que temos de mudar de rumo, exigindo o fim de medidas que nos empobrecem e travam o crescimento do país, não podemos deixar, como organizações comprometidas com os direitos dos jovens portugueses, de apoiar a Manifestação do dia 27 de Março, sob o lema: "Queremos Trabalho! Exigimos Direitos! Na rua para os pôr na rua!".

O Dia Nacional da Juventude tem uma história que vem dos tempos em que, no nosso país, sob uma terrível ditadura fascista, os jovens resistiam, realizando diversas acções que eram, em muitos casos reprimidas. Foi o que aconteceu quando, no dia 28 de Março de 1947, num acampamento organizado pelo Movimento de Unidade Democrática Juvenil (MUD Juvenil) em Bela Mandil (Algarve), as forças repressivas da ditadura fascista investiram com violência e prisões contra a exigência de liberdade e democracia para Portugal pelas centenas de jovens presentes.

 Esta acção, realizada no dia anterior ao 28 de Março, pretende ser, para além de uma Comemoração que demonstre a capacidade dos jovens construirem uma sociedade onde os seus direitos sejam respeitados, uma denúncia da situação em que vivem milhares de jovens no nosso país. 

As organizações juvenis presentes nesta Assembleia apoiam esta acção, apelando aos jovens trabalhadores portugueses que continuem a luta pela defesa de direitos fundamentais, como é o direito ao trabalho estável e com direitos, garantia da autonomia e do desenvolvimento das nossas aspirações e projectos.

 


 
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