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FENPROF
03 out 2011 / 09:33

Jornada Internacional de Acção

A Federação Sindical Mundial (FSM), tendo presente o actual contexto político, económico, social e laboral à escala europeia e planetária, convocou, para 3 de Outubro (segunda-feira), uma Jornada Internacional de Acção, em defesa, nomeadamente: dos direitos laborais e sociais conquistados; da negociação colectiva e dos direitos e liberdades sindicais; de melhores salários e das 35 horas de trabalho semanal; da segurança social pública.

A CGTP-IN, interpretando e identificando-se com tais objectivos à luz da realidade portuguesa e dando concretização aos seus princípios de solidariedade internacionalista e de classe, associa-se a esta importante e oportuna jornada de âmbito mundial.

Em Portugal, as políticas governamentais, com o apoio do Presidente da República - agora a coberto do programa de esbulho e agressão do FMI/UE/BCE - aprofundam a satisfação dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros e das grandes potências, numa escalada crescente e sem limites, que ataca progressos e conquistas civilizacionais e pilares fundamentais da democracia alcançada com o 25 de Abril de 1974.

Enquanto o grande capital continua a acumular lucros escandalosos e se acelera o regabofe das privatizações de sectores fundamentais da economia, hipotecando o presente e o futuro, cresce o empobrecimento generalizado da população, provocado por aumentos insustentáveis de impostos e de preços de bens essenciais, cortes nos salários e pensões, na protecção social e na saúde, nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado, pelo desemprego e pela precariedade. Insaciáveis, procuram, agora, golpear brutalmente a legislação do trabalho, com vista, nomeadamente, à liberalização dos despedimentos em violação das garantias constitucionais, à prestação de trabalho não pago, à destruição da contratação colectiva e dos direitos consagrados, intensificando a exploração de quem trabalha e o ataque aos sindicatos com orientação de classe e impondo o retrocesso económico e social.

No nosso país, como na Grécia, na Irlanda ou em qualquer canto ou do mundo, é preciso dizer NÃO! a políticas e programas que, agora, em nome da chamada "crise da dívida soberana", só servem os interesses dos mesmos de sempre e alimentam o sistema dominante. É preciso lutar por reais alternativas e de futuro.

É com esse sentido que, também em Portugal, cresce o protesto e a luta determinada dos trabalhadores e de outras camadas da população. Protesto e luta de que as grandiosas manifestações convocadas pela CGTP-IN para o passado sábado (dia do seu 41º aniversário) dão extraordinário testemunho e que prosseguirá, já de 20 a 27 de Outubro, com uma forte dinâmica reivindicativa, com greves e paralisações nos sectores público e privado e que se intensificará e alargará, tornando-se cada vez mais geral.  

Nesta ocasião, saudando a Jornada Internacional de Acção, a CGTP-IN felicita, ainda, a Federação Sindical Mundial que, nesta data, celebra o 65.º aniversário da sua fundação e de intervenção e luta em prol dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo.

CGTP-IN
Lisboa, 03.10.2011

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