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FENPROF
01 set 2010 / 16:16

"O Sahara é como uma enorme prisão"

Os 14 activistas espanhóis agredidos em El Aaiún chegaram ao porto canário de La Luz, onde eram esperados por um grupo de 50 simpatizantes com panos e cartazes a favor da causa saharaui

O barco em que viajavam os 14 activistas do colectivo pró-saharaui Sáhara Acciones que foram presos e espancados pela polícia marroquina no passado Sábado, chegaram ao porto de Las Palmas da Grande Canária. No porto esperavam-nos um grupo de simpatizantes que empunhavam cartazes onde se apelava à realização de um referendo livre e democrático naquela que foi a última colónia de Espanha em África e que é ocupada há mais de 35 anos por Marrocos.

Os testemunhos dos activistas são mais que demolidores: “Não esperávamos medidas tão horríveis”. Afirmou Sara Mesa no momento do desembarque. “O Sahara Ocidental é como uma enorme prisão, onde a gente vive sob um clima de continua repressão”.

Segundo o testemunho de Anselmo Fariña “Atacaram-nos sem avisar, em particular com murros directos aos rins e ao rosto. Insultaram-nos e cuspiram-nos sem parar. Alguns companheiros estimam que deveria haver mais de uma centena de polícias à paisana. Vários deles seguiam-nos desde a nossa entrada no território e inclusive no trajecto de regresso”.

“Ninguém se preocupava com o que estava a acontecer nos territórios ocupados. Chegavam-nos relatos de que muitas mulheres e crianças saharauis eram espancadas e o resultado era muitos hematomas e muita cara ensanguentada. Queríamos denunciar essa repressão que sofre o povo saharaui e acabámos por o viver nas nossas próprias carnes”, acrescenta Anselmo Fariña, professor na ilha de Tenerife.

Membros do grupo anunciaram a intenção de denunciar o tratamento brutal da polícia marroquina nestes incidentes, O grupo de cinquenta militantes que os recebiam e os 14 activistas regressados gritavam bem alto: “Marrocos culpado, Espanha responsável” e “Sahara Livre”.

Informação divulgada pela Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental com base em informação da imprensa espanhola
30-08-2010


Relatório de observadores internacionais
ao Sahara Ocidental

 A organização Thawra pede que mais observadores se desloquem aos territórios ocupados do Sahara Ocidental e que divulguem junto da opinião pública as condições económicas, sociais e repressivas a que estão sujeitas as populações saharauis.

 Desde Thawra hemos viajado a los territorios ocupados del Sahara Occidental, en el mes de julio, con la intención de ver y contactar con la población saharaui y detectar cuáles son las necesidades más urgentes que se tienen desde el Sahara Occidental ocupado por Marruecos.

Después de todo lo ocurrido en los últimos dias, respecto a violaciones de DDHH a saharauis y extranjeros, queremos dar aún más valor a las misiones de observación en los territorios, puesto que con ellas se consigue un apoyo visible a los saharauis y un dilema diplomático, completamente necesario, entre España y Marruecos.

Tras nuestro viaje, nos disponemos a hacer público y difundir lo máximo posible nuestro informe, en el que detallamos las conclusiones obtenidas con nuestra estancia en el terreno y os mostramos mediante fotografias la realidad que hemos encontrado..

Os agradeceríamos que nos ayudeis a difundir el informe todo lo que podáis y si estáis interesados en colaborar con nosotros, ya sea acudiendo como observadores sobre el terreno o aquí en cualquiera de las áreas de trabajo que forman Thawra, os pongáis en contacto con nosotros a través de nuestro correo.

Thawra
saharathawra@gmail.com
649 170 302
 
 Difundido pela Associação de Amizade Portugal - Sahara Ocidental
31-08-2010


 
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