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FENPROF
03 out 2014 / 10:43

Afirmação de unidade e espírito de resistência e luta

"Com outro ministro, outra equipa, outro governo e outra política, o país poderá contar com os seus professores para construir um futuro melhor que é possivel e desejável. Esse é o compromisso que assumimos neste Dia Mundial dos Professores", declarou o Secretário Geral da FENPROF nos momentos finais da jornada comemorativa do 5 de Outubro, no Largo de Camões, em Lisboa. 

Em todo o Mundo, o Dia Mundial do Professor foi assinalado sob os auspícios da Internacional da Educação (IE), da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da UNESCO. Neste dia terminou uma campanha mundial promovida pela IE ao longo do último ano com o lema “Unidos por uma Educação de qualidade. Uma Educação melhor para um Mundo melhor”. Em Portugal, o ponto alto das comemorações foi vivido na baixa lisboeta, por iniciativa da Plataforma de Sindicatos de Professores (ASPL, FENPROF, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU). transformando-se numa afirmação de unidade e espírito de luta e resistência. E também de esperança.

Mário Nogueira deixou uma "palavra de esperança" e de "confiança no futuro", garantindo que "não baixamos os braços".  "Com outro ministro, outra equipa, outro governo e outra política, o país poderá contar com os seus professores para construir um futuro melhor que é possivel e desejável. Esse é o compromisso que assumimos neste Dia Mundial dos Professores", afirmou o dirigente da FENPROF. Antes, já se tinham registado as intervenções dos dirigentes das outras organizações da Plataforma.

Solidariedade com os professores
na baixa de Lisboa

A jornada do 5 de Outubro começou com uma concentração no Rossio ao início da tarde, com milhares de docentes oriundos de diferentes zonas do país, destacando-se no desfile até ao Largo de Camões - alvo de inúmeras manifestações de solidariedade - as bandeiras das organizações sindicais que integram a Plataforma. E já que se fala de solidariedade, uma palavra sobre a presença solidária de representantes da CGTP-IN, da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, da Federação Nacional de Sindicatos do setor e de dois grupos parlamentares.

"Crato vai para a rua, a escola não é tua", "A Educação é um direito, sem ela nada feito", "É preciso, é urgente uma política diferente" e "Crato sabichão dá cabo da Educação" foram algumas das palavras de ordem ouvidas na baixa lisboeta.

As equipas de reportagem foram ao encontro de muitos participantes nesta iniciativa, salientando-se nas declarações captadas pelos jornalistas a exigência de
 outra política e  de um governo capaz de garantir uma Educação de Qualidade, na qual os professores têm de ser considerados como recurso fundamental à sua concretização; a determinação na defesa de uma profissão que, ao contrário do que Crato deseja, continua a ser de futuro e a mobilização para o combate às medidas que têm sido impostas por um governo há muito tempo desligado dos interesses, dos anseios, das expetativas e dos direitos de todos os portugueses.

Particularmente em foco nessas declarações prestadas aos jornalistas esteve a situação de desemprego, precariedade e instabilidade laboral que o MEC continua a impor a milhares de docentes, num quadro marcado pela confusão instalada em muitas escolas, de norte a sul do país. Como diria Mário Nogueira no início da sua intervenção, "os professores não são números, são pessoas e têm família. E quando se desrespeitam os professores, desrespeitam-se também as suas famílias".

Na tribuna improvisada estiveram filhos e filhas de professores desempregados, vítimas das "trapalhadas" do MEC de Nuno Crato (ver reportagem fotográfica de J. Caria).

Um ato simbólico...

Neste  5 de Outubro 2914, os professores trouxeram consigo um livro que cada um ofereceu a quem passou pelos locais do desfile e depois nas concentração final, no Largo de Camões. Com esse livro foi ainda entregue um marcador, assinalando esta iniciativa mundial, e um texto, dirigido à população, com o qual se pretende esclarecer por que esta luta não é só dos professores e deve envolver todos os portugueses. Um ato simbólico de quem atribui à Educação e à Cultura um papel essencial no desenvolvimento humano e no bem estar social.

Este 5 de Outubro marcou, ainda, o início de um processo de auscultação dos docentes portugueses, em todo o país, nas escolas e agrupamentos, envolvendo as várias estruturas sindicais, através da distribuição, no Largo de Camões,  de um questionário de preenchimento individual, e de debate em centenas de reuniões que se realizarão em todo o país, incluindo regiões autónomas. Dessas reuniões e auscultação resultarão indicadores importantíssimos para o desenvolvimento de processos reivindicativos com o envolvimento dos professores, educadores e investigadores.

A jornada terminou, em dia de comemoração da República, com "A Portuguesa". / JPO

 


 
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