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FENPROF
19 jan 2009 / 16:57

"Uma grande lição ao Governo"

Através do seu porta-voz, Mário Nogueira, a Plataforma Sindical dos Professores dirigiu uma vibrante saudação aos professores e educadores portugueses que, em 19 de Janeiro, dois anos depois da publicação do ECD do ME, dão "uma grande lição ao Governo", participando em massa numa greve nacional que fechou numerosos estabelecimentos de ensino e que registou uma adesão superior a 90 por cento.

Mário Nogueira falava aos jornalistas à porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, em Lisboa, onde uma delegação da Plataforma Sindical entregou um abaixo-assinado apoiado por mais de 70 000 docentes, exigindo a revogação do ECD e a sua substituição por um Estatuto que dignifique e valorize o Ensino e os seus profissionais no nosso país.

Os subscritores do documento, também entregue nos Governos Civis nas capitais de distrito, exigem "um verdadeiro Estatuto que consagre a existência de apenas uma categoria de Professor; garanta a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado; estabeleça um modelo de avaliação pedagogicamente construído, tendo em conta a especificidade do exercício profissional da docência; valorize a componente lectiva, expurgando do horário dos docentes os cada vez maiores tempos destinados a tarefas burocráticas e outras actividades sem interesse pedagógico; e elimine todos os mecanismos criados para afastar da profissão docentes que são necessários às escolas, designadamente a espúria prova de ingresso".

O Governo, lembrou Mário Nogueira, tem agora que pensar se quer resolver os problemas ou se quer manter o conflito. Se optar por esta última via, as organizações sindicais garantem a dinamização do protesto, "com novas lutas e novas manifestações".

23 de Janeiro: vamos ao S. Bento

O dirigente sindical recordou as grandes linhas de força que motivam o protesto dos docentes, apelou à presença dos educadores e professores nas galerias da Assembleia da República no próximo dia 23 (em debate vai estar um novo projecto de lei para suspender o recauchutado e burocrático modelo de avaliação do ME) e falou de uma grande Marcha nacional pela Educação, a decorrer oportunamente, envolvendo não só educadores, professores, alunos, funcionários das escolas e encarregados de educação, mas também todos os cidadãos e entidades que estejam de algum modo preocupados com a situação actual no Ensino. / JPO


 
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