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FENPROF
30 jul 2007 / 00:00

Tese de Doutoramento: Carvalho da Silva defende trabalho como suporte dos direitos

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, defendeu (13/07/2007) que o trabalho é o suporte dos direitos sociais e, como tal, se se fragilizar a sua centralidade e valorização, perde-se a estabilidade do Estado social.

Carvalho da Silva, que defendia a sua tese de doutoramento em sociologia no ISCTE, referiu que o seu trabalho de cerca de 500 páginas demonstra que, na História, o trabalho anda sempre em paralelo com o Estado Social.

«O suporte dos direitos sociais é o trabalho», disse o sindicalista que explicou ao juri, ao longo de quase quatro horas, a forma como desenvolveu a sua tese e os resultados que obteve.

Explicou que consultou milhares de documentos, usou autores nacionais e estrangeiros, recorreu a trabalhos e documentos da Organização Internacional do Trabalho, fez milhares de questionários e entrevistas e fez a analise de casos concretos em vários grupos empresariais.

Admitiu que aproveitou a sua experiência de vida enquanto sindicalista.

Foi «um vaivém dialéctivo entre teoria e pesquisa», disse, acrescentando que desenvolveu um modelo de análise que procura assegurar visibilidade à acção colectiva, numa altura em que o individualismo está institucionalizado.

Na sua tese, Carvalho da Silva fez também uma análise dos mais de 30 anos de vida sindical da CGTP e desenvolveu uma perspectiva do que é o sindicalismo europeu e o sindicalismo mundial.

A regulamentação do trabalho, as relações laborais e a contratação colectiva (enquanto factor potenciador do trabalho mas também de democracia) são outras das matérias abordadas por Carvalho da Silva, que defendeu o movimento sindical como factor transformador da sociedade.

«A democracia enfraquece sem um sindicalismo reinvidicativo», disse ao juri.

Os desafios levantados pelo conceito de flexigurança não foram esquecidos pelo sindicalista/sociólogo que defendeu a necessidade de ser feita uma reflexão sobre o tema com os trabalhadores.

O juri que apreciou a tese de Carvalho da Silvam, presidido pelo presidente do ISCTE, Luis Reto, não poupou elogios ao trabalho feito mas também não lhe poupou perguntas, o que levou a apresentação a prolongar-se por mais quase uma hora para além das três que estavam estabelecidas.

Os orientadores da tese, António Firmino da Costa (professor do ISCTE) e Manuel Carlos Silva (da Universidade do Minho)também eleogiaram o trabalho apresentado por Carvalho da Silva, considerando-o como um contributo para a comunidade cientifica e para o enriquecimento de todos.

Os professores do juri fizeram questão de salientar a enorme a assistência que presenciou o debate académico, que fez com o auditório do ISCTE (com capacidade para cerca de 200 pessoas) fosse pequeno para albergar todos.

Personalidades como o constitucionalista Vital Moreira tiveram de assistir sentados nas escadas e outros ficaram à porta.

O ex-presidente Mário Soares, o ex-ministro Silva Peneda, os deputados do bloco de Esquerda Miguel Portas e Mariana Aiveca, Maria de Belém Roseira (PS), Luis Pais Antunes (PSD), o ex-ministro Paulo Pedroso, foram algumas das figuras politicas presentes.

Estiveram também Alfredo Bruto da Costa, o padre Vitor Melicias, o ex-sindicalista e autarca José Luis Judas, o professor de Direito do Trabalho José João Abrantes e os representantes patronais João Machado e João Salgueiro.

A plateia encheu-se também com inúmeros jornalistas e sindicalistas e por alguns artistas, nomedamente os cantores Carlos do Carmo, Vitorino e Janita Salomé.

A tese de doutoramento de Carvalho da Silva, com o titulo «A centralidade do Trabalho e Acção Colectiva» teve a nota máxima.

Diário Digital / Lusa
13-07-2007


 
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