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FENPROF
10 abr 2018 / 11:16

Afinal, pôs-se ponto final à ingerência da Cambridge English Language Assessment no sistema educativo português ou alargou-se a outras entidades?

Foi com satisfação que a FENPROF viu suspenso, há 2 anos, o exame de Inglês do 9.º ano Preliminary English Test, não só pelo facto de o protocolo estabelecido com a Cambridge English Language Assessment ser muito pouco transparente, tendo suscitado enormes dúvidas que, até hoje, ainda não foram esclarecidas, mas sobretudo porque tal significou o fim dos abusos, pressões e ameaças a que estavam sujeitos os professores por parte da tutela, nomeadamente os de Inglês. 

Foi, agora, com surpresa que a FENPROF constatou que o IAVE, I.P., afinal, não só prosseguiu com o protocolo com aquela entidade, como o estendeu a outras, como o Goethe Institut, o Instituto Cervantes e o Instituto Francês de Portugal/Centre International d’Études Pédagogiques, no sentido de, como explicita o seu Plano de Atividades para 2018, “integrar a sua consultoria no processo de elaboração das provas de exame de Alemão, Espanhol, Francês e Inglês e de assegurar a certificação linguística dos alunos que fazem os exames nacionais das línguas estrangeiras curriculares, com aprovação, em condições financeiras vantajosas. (…) Com esta iniciativa, visa-se reforçar a qualidade e validade das provas e viabilizar a respetiva certificação aos alunos que a requeiram (…)”.   

Na opinião da FENPROF, esta situação indicia o que a todos já parecia: o IAVE, I.P. é um poder paralelo ao poder político dentro do Ministério da Educação. É completamente estranho e contraditório que os responsáveis do Ministério da Educação tendo suspendido, e bem, o exame de Inglês de Cambridge English Language Assessment, agora, não se demarquem dos referidos protocolos, ou de quaisquer outros, estabelecidos com entidades certificadoras estrangeiras, sobre os quais, para além da cedência abusiva de recursos e de pessoal do sistema educativo português, ainda persista o desprestígio da qualidade da certificação das competências linguísticas adquiridas na escola pública. Além do mais, desta situação recaem óbvios prejuízos para os princípios da universalidade e da gratuitidade da educação, tal como plasmados na Lei de Bases do Sistema Educativo e na Constituição da República Portuguesa. 

A FENPROF questionou o Ministro da Educação sobre esta situação, esperando um rápido e cabal esclarecimento sobre esta matéria, mas, mais do que isso, espera que o Ministério da Educação atue em coerência com o que fez no início da Legislatura e termine com estes protocolos. Ou será que a então nova equipa ministerial envelheceu rapidamente? 

 

O Secretariado Nacional


 
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