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FENPROF
22 jun 2006 / 00:00

Concursos: Primeiro Ministro "desvaloriza" número de excluídos

O primeiro-ministro, José Sócrates, saudou  a forma como decorreu o curso de colocação de docentes, que pela primeira vez será válido por três anos, e desvalorizou o elevado número de candidatos que não conseguiram colocação, sustentando que muitos deles "nunca tinham sido professores".

De acordo com as listas definitivas de colocação,  divulgadas na Internet, cerca de metade dos 119.259 candidatos ao concurso de professores não conseguiu colocação em nenhuma escola e apenas 20.989 professores conseguiram ficar num dos estabelecimentos de ensino a que se candidataram.

O Ministério da Educação adianta que dos 63 mil candidatos excluídos, 22 mil estão a leccionar com um contrato anual, que termina no final deste ano lectivo, e quase 40 mil são candidatos habilitados mas actualmente sem qualquer vínculo ao Estado. A estes resta esperar por Agosto para saberem se poderão ser contratados a prazo.

Confrontado com este resultado, José Sócrates optou por sublinhar "o profissionalismo" com que decorreu o concurso de colocação e considerou importante "desmistificar" estes números: "dessas 60 mil pessoas que se candidataram e não foram contratadas, só cerca de um terço eram professores, outros eram pessoas que se candidataram ao lugar de professor, mas que nunca foram professores na vida".

O primeiro-ministro, que falava durante uma deslocação a Resende, sublinhou ainda que, pela primeira vez, as colocações serão válidas por três anos lectivos, uma situação que irá "contribuir para a estabilidade do corpo docente, há muito reclamada".

Ainda segundo os dados da tutela, além dos candidatos que não conseguiram colocação em nenhum estabelecimento de ensino, há ainda cerca de 40 mil docentes que, já pertencendo aos quadros, quiseram concorrer para mudar de escola ou zona pedagógica, mas não viram a sua pretensão satisfeita.

Público, 3/06/2006

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