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FENPROF
 Departamento do Ensino Superior e Investigação
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14 jun 2014 / 22:57

Demonstração inequívoca que os trabalhadores e o povo não aceitam a continuação da política de desastre

"Esta grande manifestação é uma demonstração inequívoca que os trabalhadores e o povo não aceitam a continuação da política de direita, exigem a demissão do Governo e a convocação de eleições antecipadas, para acabar com o empobrecimento generalizado, a exploração galopante e o saque permanente que nos querem impor!" - sublinhou o Secretário Geral da CGTP-IN na ação de protesto e luta que decorreu na tarde deste sábado, 14 de junho, na cidade do Porto. Presentes milhares de pessoas, oriundas do Norte e Centro do país. 

 
"Este é o tempo que nos convoca a todos, homens e mulheres, a unirmos esforços e vontades pela efetivação dos direitos, liberdades e garantias de Abril, contra a coligação de interesses políticos, económicos e financeiros, que dominam o país", referiu o sindicalista, que apontou os dias que vivemos como "momento que exige que todos os trabalhadores dos setores público e privado, independentemente da sua filiação sindical, convirjam na luta contra a revisão da legislação laboral que visa a destruição da contratação coletiva, a redução dos salários e das pensões, o aumento do horário de trabalho, os despedimentos e o roubo dos direitos", sublinhou Arménio Carlos.

manifestação porto

A concentração na Praça do Marquês começou pelas 15h00. Os manifestantes passaram pela Rua da Constituição, Rua Antero de Quental, Praça da República, Rua Gonçalo Cristóvão, Rua de Camões e Avenida dos Aliados, terminando na Praça da Liberdade.

"Lutar e resistir até o Governo cair", "Só mais um empurrão e o Governo vai ao chão" e "Governo dos patrões, queremos eleições" foram algumas das palavras de ordem ouvidas nesta quente tarde de junho. No próximo sábado, dia 21,  haverá nova manifestação, desta vez em Lisboa.

Os professores, os educadores e os investigadores têm razões de sobra para estar na luta. Tal como a FENPROF tel alertado, o Governo pretende avançar até ao próximo ano com a designada reforma do Estado que, efetivamente, visa desmantelar as funções sociais do Estado que são os pilares do que, genericamente, se designa por Estado social. A Educação é das áreas mais atingidas. Depois de um corte de 1.200 milhões de euros (quase o quádruplo do exigido pela troika), o governo vai cortar mais 1.400 milhões nas áreas sociais, com principal incidência na Educação (conforme fez questão de tornar público), e já anunciou novo corte de 6.700 milhões de euros até 2019. Estes cortes, a concretizarem-se, não podendo haver mais cortes sobre o investimento e o funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino, traduzir-se-ão em despedimentos e em processos de concessão, contratualização e privatização em todo o sistema, conforme prevê o guião da reforma, reduzindo, de uma forma drástica, as respostas públicas. os professores, educadores e investigadores têm de combater esta reforma e tudo fazer para a inviabilizar! Por isso estiveram agora no Porto; por isso, estarão no próximo sábado, dia 21, em Lisboa.


 
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