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19 dez 2012 / 10:34

José Cesário

"O Luxemburgo recebeu 500 novos alunos portugueses em 2012"
15 de dezembro 2012, Lusa 

O Luxemburgo recebeu 500 novos alunos portugueses em 2012, filhos de emigrantes nesse país, disse à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, considerando que este é um número “bastante elevado”.

“Este ano entraram 500 novos alunos no sistema educativo luxemburguês. É um número bastante elevado e que, obviamente, traduz a entrada de muita gente. Uns milhares de pessoas, talvez 5, 6, 7 mil, é difícil saber exatamente”, afirmou José Cesário, que iniciou, na sexta-feira, uma visita de cinco dias ao Luxemburgo.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas foi hoje recebido pelo vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, pela ministra da Educação e Formação Profissional, Mady Delvaux-Stehres, e pelo ministro do Trabalho, Emprego e Imigração, Nicolas Schmit.

O dia, disse, foi “muito importante, muito interessante”, e “muito produtivo”. Os dois governos, acrescentou, estão de acordo em relação à necessidade de cooperarem “ao máximo” para evitar as “situações delicadas em que, com frequência, os nossos compatriotas caem”.
O governante disse, no entanto, não estar de acordo com as declarações do deputado socialista Paulo Pisco, que, no domingo, defendeu que era “importante” que, “da parte do Governo português, houvesse uma orientação clara” para que não existir mais emigração para o Luxemburgo.

José Cesário defendeu que é preciso dizer às pessoas que há "um conjunto de questões” – como ter um contrato de trabalho com um vencimento que permita ao emigrante sobreviver, um alojamento adequado e o conhecimento das línguas que se falam no país – que quem quer sair tem que acautelar.

Quem decide emigrar para o Luxemburgo, reforçou, “deve vir preparado para aprender o alemão e o luxemburguês, para além do francês”.
“Há também a questão dos filhos. O ensino no Luxemburgo é um ensino muito complicado, porque é um ensino trilingue. E isto dificulta muito a integração dos estudantes portugueses, sobretudo dos jovens a partir dos 8, 9 anos, e, por isso, aumenta muito as possibilidades de insucesso escolar”, lembrou.

Para ajudar a comunidade portuguesa no Luxemburgo no que respeita a formação, a reconversão profissional e a integração, os governos dos dois países vão apoiar algumas associações portuguesas que já desenvolvem trabalho na área da formação profissional, e que vão passar também a ensinar as línguas locais.

José Cesário anunciou ainda que será feita “uma avaliação do atual modelo de ensino integrado”, em que, explicou, os professores ensinam “as matérias do meio físico local em língua portuguesa”.

“Vamos, conjuntamente com o Ministério da Educação do Luxemburgo, avaliar se isso é um fator de melhoria de integração na escola, e de redução do insucesso escolar. E vamos aumentar uma experiência que começámos este ano, para ver até que ponto é que integrando o ensino do português no ensino pré-escolar, ou logo nos primeiros anos do ensino básico, conseguimos melhorar os resultados dos alunos”, concluiu.
As autoridades portuguesas estimam que vivem no Luxemburgo mais de 100 mil portugueses.

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