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 Sindicato dos Professores no Estrangeiro
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12 dez 2012 / 09:49

Docentes do EPE não cruzam os braços

Um encontro de professores como o que decorreu em Reimich transforma-se sempre em espaço para troca de opiniões, em que os desafios da profissão saltam invariavelmente para o centro das conversas.

Também para quem trabalha no estrangeiro, os desafios são muitos e por vezes exigem doses reforçadas de coragem, de firmeza e de determinação. Trabalhar no EPE não é pêra doce… A instabilidade, a precariedade, as longas distâncias que muitos docentes têm de percorrer, trabalhando por vezes em mais do que uma escola; as diferentes “sensibilidades” dos dirigentes das escolas e das comunidades em que trabalham; os custos das deslocações a Portugal… são algumas das expressões de uma vida que deveria merecer mais respeito por parte do Instituto Camões/Ministério dos Negócios Estrangeiros, do MEC e do governo português no seu conjunto.

A insensibilidade assume por vezes contornos de malfeitoria o que a torna ainda mais áspera e põe doses substanciais de amargura nas vidas dos docentes no EPE. Contra ventos, tempestades, sejam elas de gelo ou de neve, têm sempre  o seu dever a cumprir, como uma função social à qual devem dar uma resposta cabal.

Os encarregados de educação reveêm no professor no EPE os seus antigos professores, os seus tão saudosos "mestre-escola" que deixaram para trás quando tiveram de abalar para terras distantes, para o mar das incógnitas, trazendo na bagagem um peso enorme de desespero que não foi detetado nas balanças dos aeroportos porque o dinheiro que tinham no bolso era escasso para esse tipo de meio de transporte.

Os professores não "vêm a salto" mas, eles também cortam laços de amizade e ternura para vir trabalhar num país distante, abandonam afetos, entregues a si próprios! Ajuda à instalação... há muito que se passou para o lado da utopia acobertado numa regulamentação que tarda em ser feita, não que o legislador não a pudesse fazer!

A vontade dos homens é que determina o impasse e os políticos e as tutelas, habilmente, escudam-se nas dificuldades de momento para calar a voz da revolta que cada ano mais se instala nas gargantas de quem é vítima desta desconsideração. Quantas vezes nos questionamos sobre "esta força que nos põe de bem com alguns e de mal connosco."

Contra ventos e marés, contra as ameaças e as incompetências, contra os muros de insensibilidade, os docentes do EPE não cruzam os braços e reafirmam sua determinação na defesa da língua e da cultura portuguesas na Europa e no Mundo... Não nos falta engenho e arte! Assim nos o deixem pôr em prática! / CP e JPO


 

 

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