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 Sindicato dos Professores no Estrangeiro
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29 out 2019 / 20:49

Ensino Português no Estrangeiro: novo ano letivo que se inicia, velhos problemas que se mantêm...

As inovações foram de tal ordem que, agora, depois do cinco, depois do seis e até do treze de outubro nada, nada mesmo, nem real nem milagreiro aconteceu, fosse o que quer que fosse!

Nada! Mas nada mesmo! 

Quando em julho deste ano o Instituto Camões anunciava o arranque do ano letivo sem problemas no que à plataforma dizia respeito, após dois longos anos de espera e desespero dados os problemas causados pela falta deste instrumento de trabalho, os professores suspiraram de alívio pois, finalmente veriam resolvidos muitos dos seus problemas: grelhas, constituição de turmas, relatórios, avaliações... enfim toda uma panóplia de tarefas burocráticas e administrativas que atormentam a vida de um professor, que passava horas no preenchimento de inúmeras folhas de Excel, que coligia dados de avaliação, que preenchia relatórios sobre a atividade letiva e, mais isto e mais aquilo, que deveria colocar na Extranet, plataforma de recurso enquanto aquela que deveria estar pronta e já a funcionar levava os últimos, escrevemos bem, os últimos retoques, testava os últimos aperfeiçoamentos e, alegrem-se os docentes porque as inovações foram de tal ordem que, agora, depois do cinco, depois do seis e até do treze de outubro nada, nada mesmo, nem real nem milagreiro aconteceu, fosse o que quer que fosse!

Nada! Mas nada mesmo!

Os professores no EPE já não estranham estas situações porque já se habituaram às sistemáticas derrapagens em datas, nos cronogramas, nas previsões, no correio institucional...

Agora o que não é correto é o ano ter-se iniciado, alguns países até já tiveram interrupções letivas intermédias, enquanto outros se preparam para o fazer e, mau grado o empenho dos professores, as turmas são rabiscadas em papel, a plataforma não consegue fornecer os dados dos alunos para a constituição das mesmas, o processo de validação das taxas de inscrição vai de moroso a penoso, a distribuição dos manuais

arrasta-se no tempo, os alunos perguntam por eles e os encarregados de educação questionam: para onde foi o nosso dinheirinho da propina? Pena é que não exclamem e manifestem a sua indignação por ter que a pagar! É poucochinho, dizem uns, é uma afronta assim como indigna a sua cobrança, dizem outros.

Todavia, é neste vale de lágrimas que se vai vivendo no espaço de Além Terras!

 Ainda à espera…

Velhos são outros problemas como a recuperação do tempo de serviço que os docentes ainda não viram totalmente contabilizado, na sequência da publicação do Decreto-Lei n. º36/2019 onde se pretende “mitigar” os efeitos do congelamento ocorrido entre 2011 e 2017. Mesmo espoliados de 9A 4M 2D, mesmo aceitando esta “esmola” magnânima do anterior governo traduzida em 2A 9M 18D, com efeito retroativo a janeiro de 2019, muitos são os professores que ainda não viram creditados nas suas contas os montantes a que têm direito, como forma de ressarcimento de tudo o que lhes foi indevidamente retirado. Porque trabalharam, porque descontaram, porque contribuíram!

Velhos problemas... que se mantêm.

 Nota: após contacto direto do SPE com o Presidente do Camões, I.P., já no corrente mês de outubro os professores que aguardavam o reposicionamento no respetivo escalão de + de 15 anos, foram ressarcidos dos montantes retroativos com referência a 1 de janeiro de 2019, bem como se procedeu à sua colocação no escalão pelo qual tanto desesperaram. Todavia, o efeito poderia ter sido mais benéfico e abrangente se, ao tempo agora descongelado tivessem sido adicionados os 6A 6M e 23D que são nossos por direito! 

A Comissão Executiva do SPE/FENPROF


 
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