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FENPROF
16 jul 2010 / 10:23

Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Básicas do Forte da Casa

Exma Sra Ministra da Educação

C/c ao Ex.mo Sr. Director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo

Ex.ma Senhora Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

À Comissão de Educação da Assembleia da República

Ao Conselho Nacional de Educação

Á CONFAP

 

A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB23 do Forte da Casa, manifesta o seu descontentamento pela fusão do nosso Agrupamento com a Escola Secundária do Forte da Casa. O Agrupamento das Escolas Básicas do Forte da Casa apresenta-se como uma resposta educativa de excelente qualidade, com uma organização e gestão exemplares onde estão programados Projectos para a melhoria da escolaridade obrigatória, tanto a nível de Alunos como Pais que não têm qualquer escolaridade. A união com a Escola Secundária do Forte da Casa retirará a resposta imediata que pais e alunos sempre tiveram. A resolução de determinados problemas, que até agora era quase imediata, passará a ser muito mais morosa e burocrática.

A excelente qualidade de resposta educativa que caracteriza esta escola/agrupamento devia ser alvo de maior respeito por parte dos nossos governantes. Parece-nos que todo o processo de fusão é premeditado, pois é no final das aulas que os Directores são chamados à DRELVT para lhes ser exigido que aceitem a fusão de determinados agrupamentos, para que, deste modo, nem alunos nem pais se apercebam do que se está a passar. Quando voltarem, em Setembro, já as mudanças estão em curso e, mais uma vez, não houve qualquer auscultação a pais ou professores.

Consideramos que esta é mais uma decisão que tem por base estratégias puramente economicistas e não pedagógicas. Os nossos filhos não beneficiam com a concentração exagerada de alunos num mesmo espaço educativo, nem com professores a deslocarem-se constantemente entre Escolas, nem com escolas desumanizadas, onde representam números e não seres humanos com a sua identidade. Os acompanhamentos pedagógicos e sociais, que sempre tiveram no Agrupamento, não poderão ser os mesmos nas condições previstas pela fusão. Salientamos o facto de estas escolas terem realidades completamente diferentes e complexas, preocupa-nos o facto deste “Mega Agrupamento” passar a ser gerido por pessoas que até agora não tiveram qualquer contacto com o Agrupamento anterior, ou seja, nesta Comissão Administrativa Provisória não existe qualquer elemento da EB 2/3 nem do 1º Ciclo. As condições pedagógicas perdem qualidade visto que teremos departamentos de grandes dimensões (maior dificuldade de gestão) e, principalmente, teremos professores esgotados, desrespeitados, que cada vez tem menos tempo para trabalhar com os alunos, uma vez que estão “mergulhados” em burocracia.

Cada escola tende a ter a sua filosofia, a sua intencionalidade pedagógica e educativa, têm especificidades que as enriquecem mas, infelizmente, a massificação está a dominar. O amontoar crianças com a desculpa de lhes dar mais oportunidades é pura camuflagem para os interesses financeiros do nosso país.

As questões comportamentais, que tanto nos têm preocupado ultimamente, poderão ser potenciadas por estas novas configurações.

A fundamentação de um Projecto Educativo único é desenraizado da realidade e, em muitos casos, irá massificar diferenças que dão identidade a determinadas comunidades.

Se esta medida for concretizada, será uma “tragédia” para as escolas e um novo golpe na democracia escolar.

Consideramos inadmissível que o Ministério da Educação esteja a implementar medidas e a tomar decisões nomeadamente ao nível de concentração de alunos, de Educadores e Professores em “mega agrupamento” e que esqueçam o que há de mais essencial na função educativa, o seu fundamento pedagógico, relacional e de interacção Educador/Família/Professor/ Aluno.

Com esta atitude, o Ministério da Educação está a contribuir para que o Sistema Educativo perca qualidade e que os seus profissionais e discentes se sintam desmotivados e até constrangidos a abandonar o Ensino.

A criação do «mega - agrupamento» vai originar uma gigantesca unidade de gestão onde impera o «anonimato», a despersonalização pode causar a indisciplina generalizada, o absentismo e a quebra na qualidade das aprendizagens.

A Escola enquanto serviço público tem de ter um rumo certo, sem interrupções e recuos.

Todos os Pais merecem que os seus filhos tenham uma escola de qualidade. Não queremos por isso, escolas - fábricas…Queremos escolas onde os nossos filhos tenham um nome e, não sejam mais um número. Só desta forma estaremos a promover o sucesso escolar.

A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica 2/3 do Forte da Casa espera que a reorganização da rede escolar seja feita no quadro do diálogo com os parceiros, nomeadamente com a organização representativa de pais, dando assim seguimento aos princípios do Sistema Educativo.

 

A Associação de Pais da Escola EB 2/3 do Forte da Casa

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