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FENPROF
09 set 2020 / 11:04

"Segurança" e "Confiança" não se constroem com palavras, mas com medidas

Na reunião entre peritos e governo realizada a 7 de setembro de 2020 na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, as intervenções de diversos especialistas confirmam que condições estabelecidas para abertura das escolas são insuficientes.

Regresso as aulas | Experiências anteriores - Carla Nunes, Escola Nacional de Saúde Pública

Na reunião do governo com especialistas sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal, realizada na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto a 7 de setembro de 2020, a diretora da Escola Nacional de Saúde Pública, Carla Nunes, defendeu que os estabelecimentos de ensino “não serão provavelmente ambientes de propagação mais eficazes do que outros ambientes ocupacionais ou de lazer com densidades semelhantes de pessoas”.

 


Epidemiologista Manuel Carmo Gomes explica como evitar uma segunda vaga após reabertura das escolas

“A reabertura das escolas tem uma grande propensão para originar uma segunda onda. Mas não é uma fatalidade, não é inevitável e até conseguimos estimar aproximadamente o que é possível fazer, em termos gerais, para a evitar”, afirmou Manuel Carmo Gomes, professor de epidemiologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e um dos peritos que participaram na reunião com políticos na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto a 7 de setembro de 2020. Em primeiro lugar, é necessário diminuir os contactos nas escolas, reduzindo-os para metade ou um terço do período pré-covid, defende o especialista, com base num modelo matemático desenvolvido por especialistas de várias universidades do país. Para isso, é preciso “flexibilizar” os regimes de aulas: “o regime misto deve ser tido em conta e em áreas de conhecimento o ensino virtual é possível.” É também necessário “maximizar” o espaço na sala de aula, reajustar horários, garantir ventilação e ter uma só sala para cada turma. Além disso, “é preciso reforçar as equipas de saúde pública, algo que os epidemiologistas andam a dizer há quatro meses”, refere Carmo Gomes, defendendo também a criação de equipas móveis para intervenções mais rápidas.

 


"Prevenir na Comunidade Escolar", Henrique Barros, Instituto de Saúde Pública, Universidade do Porto

Henrique Barros, presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto sublinhou que independentemente de virem a existir “ondas”, não basta prestar atenção apenas aos casos positivos, mas também aos casos assintomáticos, considerando espectável que “o índice Rt (índice de transmissibilidade) não aumente mais” do que os valores que regista atualmente. “É possível pensar que seremos capazes de controlar a situação”, disse Henrique Barros, que encerrou as intervenções públicas da reunião entre o governo e os peritos, realizada na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto a 7 de setembro, considerando também importante a reabertura das escolas, nomeadamente, para que informações do ponto de vista da saúde, cuidados de higiene e de segurança sejam transmitidas às crianças e jovens.

 


 
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