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FENPROF
22 jun 2006 / 00:00

ME persiste em discriminar profissionais da educação especial com idêntica formação

"Os lugares de educação especial do ano escolar 2006/2007 sofreram uma diminuição muito significativa comparativamente aos do ano escolar 2005/2006 - dos 7423 para os 2155. Há uma diminuição de 70,97% nos lugares", revelou a FENPROF em conferência de imprensa realizada a 30 de Maio, em Lisboa.

"Se, em média, cada docente de educação especial, no ano escolar 2005/2006, apoiar 7 alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado (sem perceber a definição e critérios que estiveram na base desta classificação) temos cerca de 44.538 alunos abrangidos pelos serviços de educação especial", observa a FENPROF, que acrescenta:

"Se alguns destes alunos, por força de transitarem de nível ou ciclo de ensino, saírem do sistema escolar (por transição para a vida activa ou para o ensino superior), ficaremos com cerca de 44 000 alunos para serem apoiados pelos serviços de educação especial, para o ano escolar 2006/2007. Assim, o rácio docente de educação especial/aluno com necessidades educativas especiais cifrar-se-á nos 24 alunos por docente"

No encontro com os jornalistas foi divulgado o "Estudo comparativo - lugares de educação Especial, 2005/2006 - 2006-2007", que a FENPROF entregaria após a conferência de imprensa na Comissão de Educação da Assembleia da República.

Como foi sublinhado no encontro com os profissionais da comunicação social, "à margem ou mesmo contra a lei existente, o ME persiste em discriminar profissionais da educação especial com idêntica formação, fazendo com que haja professores que caiam na lista ordenada 1000 e mais lugares".
No diálogo com os jornalistas participaram docentes do distrito de Braga afectadas pelas preversidades dos despachos que saíram do ME e os dirigentes Mário Nogueira, Vítor Gomes e Filomena Ventura.

"Dos gabinetes do Ministério", comentaria Filomena Ventura, "ninguém fala das condições de trabalho da educação especial nos Agrupamentos, em que o armário é a mochila ou a bagageira do carro do docente, que entretanto paga do seu bolso os materiais e os livros que necessita para a sua actividade."

 

JPO


 
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