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FENPROF
23 abr 2010 / 14:39

"Sindicalismo docente em tempo de globalização"

Conferência internacional

Cruzar olhares sobre as estratégias nacionais e regionais de resistência e combate à globalização neoliberal

"A actividade sindical internacional assume uma importância crescente. 

Os espaços regionais, continentais e mundiais são, eles mesmos e cada vez mais, espaços de reflexão, de decisão e de luta, tendo em conta a proliferação de políticas que assumem de forma crescente um cariz supranacional. A FENPROF procura participar e procurará melhorar a sua intervenção nos diversos níveis em que está envolvida".

As palavras são de Mário Nogueira e foram ouvidas ontem à tarde, dia 22, na Conferência Internacional Sindical realizada por iniciativa da FENPROF, no salão na Biblioteca Municipal de Montemor-o-Novo.

"Sindicalismo docente em tempo de globalização" foi o lema que presidiu à realização desta iniciativa, que reuniu elementos da direcção da FENPROF e dos seus sindicatos e as delegações estrangeiras presentes no 10º Congresso da Federação.

Além do Secretário-Geral da FENPROF, estiveram na Mesa dos trabalhos Manuela Mendonça e Abel Macedo, coordenadores do Sindicato dos Professores do Norte (SPN), responsáveis da FENPROF pelas relações internacionais; Henrique Borges, da Direcção do SPN, que dirigiu os trabalhos deste encontro; e ainda Fernando Rodal, Secretário Geral da CEA (Confederação de Ensino Americana).

Mário Nogueira abordou "quatro tópicos" centrais - a globalização, sinónimo de mundialização; uma globalização a diversos tempos; a globalização e os seus impactos internos; e a actividade sindical internacional. Numa referência a um mundo que, apesar da globalização, trabalha a tempos diferentes, Mário Nogueira referiu que "quando em alguns países o debate se faz em torno dos défices a superar para que seja possível o alargamento da escolaridade e de como poderá a escola pública assegurar em pleno essa resposta, já em outros casos o debate se centra na possibilidade de a escola pública dar uma resposta de qualidade ou na sua capacidade para dar respostas". O texto desta intervenção está disponível para consulta online.

Manuela Mendonça recordou que "a crise económica e social que atravessamos não deixou incólume o mundo da educação, verificando-se em muitos países uma acentuada degradação da situação profissional dos docentes e da qualidade da escola pública que se traduz em cortes no financiamento; congelamento de salários (quando não redução); alteração das regras de aposentação e do cálculo das pensões; redução de vínculos e aumento de contratos precários; alargamento dos horários de trabalho e do número de alunos por turma; restrição de apoios a alunos com necessidades educativas especiais; tentativas de funcionarização dos professores e de controle da actividade docente; burocratização dos sistemas de avaliação do desempenho, desenvolvimento de lógicas de privatização, etc" - também disponível no site da FENPROF.

Abel Macedo, que em breves palavras chamou a atenção para alguns dos traços fundamentais do envolvimento sindical nos desafios que se colocam às sociedades a nível mundial, introduziu a intervenção de Fernando Rodal, que valorizou as lutas sociais contra o neoliberalismo, tendo analisado a situação actual na América Latina, onde prossegue um combate dinâmico pelo direito à esperança, pelo progresso e um futuro de desenvolvimento, pela "justa distribuição da riqueza", objectivos em que estão empenhados "os governos progressistas" da região.

Rodal sublinhou o papel da solidariedade dos trabalhadores e das suas organizações representativas, para fazer face às ofensivas neoliberais.

A última parte do seminário foi marcada pelas intervenções de membros das delegações estrangeiras, nomeadamente da Europa, África e América. 

Balanço final com nota positiva: o seminário organizado pela FENPROF possibilitou informação e reflexão sobre a intervenção sindical e as estratégias de resistência e combate à globalização neoliberal.


 
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