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FENPROF
04 dez 2008 / 12:27

"Vamos continuar a lutar!"

"Vamos continuar a lutar!"

A garantia foi dada por Mário Nogueira, já ao início desta noite de quinta-feira, na tribuna improvisada na placa central da Av.5 de Outubro, frente ao Ministério da Educação, em Lisboa.

Antes tinham usado da palavra, especialmente para breves saudações, os representantes dos partidos com assento parlamentar (só o PS não compareceu) e os outros dirigentes das organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores, chamados ao microfone por Manuel Grilo, membro do Secretariado Nacional da FENPROF e da Direcção do SPGL. Neste primeiro dia (e noite), a Vigília conta com a participação de activistas e dirigentes sindicais e outros professores da Grande Lisboa e do Centro.

O secretário-geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma fechava o segundo momento de intervenções (o primeiro tinha ocorrido da parte da manhã) na Vigília que ali prossegue, noite dentro, até às 22h00 de sexta-feira, 5 de Dezembro, dando sequência à greve nacional do dia anterior - "um dia histórico para os professores, para o movimento sindical, para o País e para a Democracia", como fez questão de salientar Mário Nogueira.

O dirigente sindical deu conta das principais conclusões da reunião realizada durante a tarde pela Plataforma, revelando que, tendo em conta as posições até agora assumidas pelos responsáveis políticos do ME, os Sindicatos "não vão pedir a negociação suplementar" da avaliação do desempenho.

Solidariedade com as famílias

Mário Nogueira voltou a reafirmar a solidariedade dos professores e da Plataforma Sindical com as famílias dos alunos, que ontem não tiveram aulas devido à greve, mas apontou responsabilidades para uma política que faz bandeira da teimosia e da falta de respeito pela dignidade profissional dos docentes, que têm, recordou, desenvolvido várias lutas nos últimos anos ao fim da tarde, à noite e aos fins de semana, exactamente para não prejudicarem a actividade lectiva. 

"Rever o modelo de avaliação significa rever o ECD do ME", salientou o secretário-geral da FENPROF, que chamou a atenção para a necessidade urgente de anular aquele modelo burocrático, as quotas para progressão e a divisão artificial e injusta dos professores.

"Queremos negociar, mas queremos uma negociação aberta", frisou Mário Nogueira, na linha das intervenções registadas anteriormente na tribuna da Vigília, por intermédio dos outros dirigentes sindicais.

"O ME quer aplicar à força o seu SIMPLEX, remendando um modelo que já mostrou ser inaplicável. Nós queremos negociar e encontrar soluções  justas para que a tranquilidade regresse às escolas", observou.

Mário Nogueira renovou o convite já dirigido à Ministra da Educação: "Faça uma convocatória aos Sindicatos que aqui se encontram durante esta Vigília para uma reunião de verdadeira negociação! Dê esse sinal de abertura ao diálogo construtivo. Os Sindicatos saberão corresponder a esse sinal."

Solidariedade dos deputados

Outro momento alto da Vigília no seu primeiro dia foi a presença de deputados da Assembleia da República. Todas as bancadas parlamentares foram convidadas. Apenas não compareceu o PS. O Bloco de Esquerda esteve representado por Alda Macedo, o CDS-PP por José Paulo Carvalho, o PCP por António Filipe, o PEV por Heloísa Apolónia e o PSD por Emídio Guerreiro.

Notas comuns às intervenções destes deputados foram, por um lado,  a manifestação da solidariedade com os educadores e professores portugueses e com a sua luta firme e mobilizadora, e, por outro lado, a condenação enérgica da teimosia, da insensibilidade, da incoerência e da incompetência do Ministério da Educação, "marcas" que estiveram de novo em foco no debate realizado nesta quinta-feira em S. Bento, com a presença da Ministra Lurdes Rodrigues. 

Falando ainda de solidariedade, duas notas finais para registar que têm chegado à Vigília numerosas mensagens de apoio enviadas por docentes de todas as regiões do País e que são frequentes, entre as muitas pessoas que circulam nos passeios da 5 de Outubro, palavras de incentivo e de admiração pela luta dos professores.É caso para dizer: já não são apenas 130 000 professores a entoar a palavra de ordem mais emblemática destes dias: "Está na hora, está na hora da Ministra ir embora!"  / JPO


Programa da Vigília

No dia 4 (esta quinta feira) a Vigília arrancou com os professores e educadores da área de Lisboa. Esta acção prolonga-se, ininterruptamente, até ao dia seguinte, e inclui intervenções públicas dos dirigentes da Plataforma, em vários momentos.

À tarde são esperados os professores do Centro. Pelas 17 horas haverá mais intervenções e são esperadas (e benvindas) algumas personalidades.

Durante a noite, que se espera quente, permanecerão dirigentes e activistas sindicais de todas as regiões do País, em vigília (para o efeito serão montadas duas tendas de dimensões consideráveis no local).

No dia 5 (sexta feira) os resistentes serão substituídos pelos professores e educadores do Sul (mais alguns, certamente, de Lisboa, que "jogam em casa").
À tarde cabe a vez aos professores do Norte. Pelas 17 horas estão previstas mais intervenções públicas com o anúncio das acções de luta que irão decorrer na próxima semana. Às 22h dar-se-á o encerramento que contará com a presença de todos os dirigentes da Plataforma. / MG


Ecos na comunicação social

Protestos na educação continuam
Professores começaram vigília frente ao Ministério
04.12.2008 - 11h44 Lusa

"Um, dois, três, já cá estamos outra vez". Este era um dos slogans que se podiam ouvir da boca dos professores que já se começaram a concentrar em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, em protestos contra o modelo de avaliação.

Ao som de gritos de ordem e música de Sérgio Godinho, os professores, que se começaram a concentrar às 10h, exibiam faixas onde podia ler-se "Avaliação: Suspensão já" e "Da indignação à exigência: Deixem-nos ser professores".

Com uma tenda de campismo montada em plena Avenida 5 de Outubro, a prometer uma vigília noite dentro, os professores exibiam bandeiras do Sindicato de Professores da Grande Lisboa e da Fenprof, entre outras.

Esta vigília ocorre apenas um dia depois de uma greve que os sindicatos garantem ter sido "histórica", com uma adesão de 94 por cento.

 
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