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FENPROF
13 set 2021 / 15:52

FENPROF preocupada com as condições de abertura das escolas

À margem da entrega de uma carta aberta de protesto e exigência na CNEF, o Secretário-geral da FENPROF, questionado pelos jornalistas, demonstrou-se preocupado com as condições com que está a ter início o ano letivo 2021/22.

Mário Nogueira lembra que há uma condição fundamental que não está a ser cumprida - a redução do número de alunos por turma - que seria uma condição importante do ponto de vista sanitário, mas também pedagógico, uma vez que, este ano, terá também de ser implementado o plano de recuperação de aprendizagens.

Por outro lado, é já evidente que faltam docentes e funcionários nas escolas. Para Mário Nogueira, isto acontece porque não há respostas para o envelhecimento dos professores e não há um investimento na atratividade da profissão, tanto junto dos jovens, como dos mais de 10 mil professores profissionalizados que abandonaram a docência nos últimos anos, de modo a convencê-los a regressar à profissão.

A inexistência de uma carreira atrativa e de salários justos, de um regime de aposentação que vá renovando os corpos docentes das escolas, a falta de condições de trabalho e o atropelo a direitos consagrados em relação aos horários de trabalho, a par de uma enorme precariedade e de um regime de concursos que favoreça a estabilidade profissional e familiar dos docentes estão no centro das principais causas do mal-estar que não traz novos docentes para o sistema. A par destas questões, está também o regime de gestão, que não é democrático, e o processo de municipalização, que retira autonomia às escolas e, a não haver uma inversão na estratégia do centrão, será generalizado a partir do final de março. Tudo fatores que concorrem para a falta de atratividade da profissão docente.

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