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FENPROF
08 dez 2016 / 21:40

Também em Braga se falou de inclusão

Notícia no Correio do Minho

Fotos da iniciativa

Braga acolheu, em 6 de dezembro, a iniciativa “Falar de Inclusão”, promovida pela FENPROF em todo o país, neste caso, na região norte. “Falar de Inclusão” é uma iniciativa desenvolvida em parceria por FENPROF e CNOD, que conta com diversas atividades promovidas entre 3 e 13 de dezembro, respetivamente, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência e data da adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Em Braga, os dirigentes da FENPROF e SPN visitaram várias escolas (Secundária de Maximinos, Secundária Carlos Amarante e EB 2.3 de Lamaçães) que fazem da inclusão uma prática quotidiana. Nelas interagiram com colegas, tanto da educação especial, como do ensino regular, técnicos, assistentes operacionais e, o mais importante de tudo, crianças e jovens que, apesar das suas dificuldades, frequentam a escola de todos os meninos e jovens.

Nas três escolas visitadas foi retirada conclusão semelhante: é muito e bem o que é feito e só não é mais e ainda melhor porque os responsáveis pela Educação em Portugal, e não é de agora, não colocam à disposição das escolas os recursos que seriam necessários a uma resposta plena. Mas mesmo em relação a situações básicas, são vividos problemas complexos, como, por exemplo, os que decorrem da não substituição de assistentes operacionais e de técnicos, incluindo, numa das escolas, uma intérprete de língua gestual portuguesa que, temporariamente, se encontra impedida de exercer a sua atividade.

De tarde, no auditório da Escola Secundária D. Maria II, teve lugar um debate sobre inclusão, em que participaram dois docentes da Universidade do Minho (Ana Serrano e Luís Miranda Correia), o Secretário-Geral da FENPROF e a encarregada de educação de um jovem com espetro de autismo. Intervieram ainda no debate, entre outros professores presentes, a coordenadora do departamento de Educação Especial do SPN, Ondina Maia, e a coordenadora distrital do SPN, Júlia Vale, que também é membro do Secretariado Nacional da FENPROF.

Deste debate retirou-se, como conclusão principal, que a Inclusão é o grande desafio que se coloca à Escola Pública no século XXI. Todavia, foi consensual, que só pode haver inclusão se houver recursos e tem sido essa, por norma, a principal dificuldade vivida pela escola para promover uma educação que seja verdadeiramente inclusiva.


 
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Contém 1 ficheiro em anexo:

 correio_Minho_7.12.2016.pdf

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