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FENPROF
30 nov 2007 / 00:11

As primeiras horas revelaram grande adesão à Greve da Administração Pública

As primeiras horas de 30 de Novembro revelaram uma grande adesão à Greve Geral da Administração Pública, convocada pelas três frentes sindicais que actuam no sector.

De norte a sul do País, o serviço de recolha de lixo parou por completo em muitas localidades, com percentagens de adesão entre os 90 e os 100 por cento, como sudeceu, por exemplo em Évora, onde todos os trabalhadores, confirmou a Lusa, aderiram à Greve.

A nossa reportagem esteve nos serviços municipalizados de Loures, onde vários representantes da Frente Comum, incluindo Mário Nogueira, e também o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva, se juntaram ao piquete de greve. Destes serviços não saíu nenhuma viatura de recolha de lixo.

Segundo o responsável do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), Francisco Brás, os turnos nocturnos de recolha de lixo e limpeza de ruas não arrancaram também, pelo menos, em Sintra, Amadora, Coimbra, Mourão, Vendas Novas, Arraiolos, Évora, Montemor e Almada, enquanto a adesão em Ponta Delgada e Braga rondava, à mesma hora, os 95 por cento.

Também em "toda a Região da Madeira" os funcionários da limpeza de vias estavam, na altura, a aderir na totalidade ao protesto.

O sector da Saúde também está a participar em força nesta jornada de luta e protesto, registando-se nas primeiras horas de 30 de Novembro uma adesão de 96 por cento no Hospital de São José, em Lisboa.

No  INEM a adesão chegou  aos 89 por cento e no Instituto de Metereologia aos 100 por cento (dados recolhidos nas primeiras horas da Greve).

Os depoimentos dos dirigentes sindicais aos jornalistas, nas primeiras horas de 30 de Novembro, em vários pontos do País, nomeadamente Lisboa, Porto, Coimbra e Alentejo, apontam para uma elevada adesão a esta Greve, resposta unida e firme de toda a Administração Pública, por salários dignos e pela estabilidade de emprego.

Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, António Avelãs, Presidente do SPGL e membro do SN da FENPROF, e Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP-IN, estiveram ao início da manhã à porta da Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa. / JPO (fotos de J. Caria)


Serviços de higiene urbana/saneamento
com adesão total em mais de 10 concelhos


A adesão dos trabalhadores dos serviços de higiene urbana/saneamento à greve da função pública de sexta-feira registava (no início dos turnos) índices de cem por cento em mais de dez concelhos, adiantou o presidente do STAL.

(...) "A nossa confiança é muito grande. O que os dirigentes locais nos dizem é que esta tem sido a maior participação de sempre em plenários e os números desta noite são já um bom indicador do momento que vivemos e da vontade dos trabalhadores em ver mudanças", afirmou Francisco Brás, nas Oficinas Municipais de Loures, de onde ainda não saiu qualquer viatura de recolha de lixo.
A recolha de resíduos urbanos no Concelho apenas deverá ser reiniciada na noite de domingo, uma vez que a previsão de aderentes à greve de sexta-feira é superior a 90 por cento e sábado é feriado.
A greve da Função Pública, que decorrerá entre as 00:00 e as 24:00 de sexta-feira, foi convocada pela Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.
As três estruturas sindicais protestam assim "contra a intransigência do Governo nas negociações salariais", um ano após a realização da última paralisação conjunta, pelo mesmo motivo. / Lusa, 30/11/2007


Carvalho da Silva confiante numa
"enorme adesão" ao protesto

O secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN), Carvalho da Silva, acredita que a greve da função pública de hoje vai ter uma "enorme adesão" e poderá "iluminar" o Governo para seguir políticas salariais mais justas.

Presente quinta-feira à noite no arranque da greve dos funcionários das Oficinas Municipais de Loures, onde responsáveis pela recolha de lixo estão reunidos em piquete de greve, Manuel Carvalho da Silva afirmou que os trabalhadores portugueses estão a "servir de bode expiatório" à actuação do Executivo de José Sócrates, que, no seu entender, não tem cumprido as suas promessas e tem vindo a "fugir" das suas responsabilidades.
"Esta greve interessa não só aos trabalhadores da função pública mas a todos os trabalhadores do País. Há uma aceitação da razão da luta generalizada", defendeu o sindicalista, sublinhando que os funcionários públicos perderam "um décimo do valor real dos salários em sete, oito anos".
Carvalho da Silva adiantou estar confiante numa "enorme adesão" ao protesto, devido ao seu carácter de justiça e necessidade, e revelou estar confiante nas repercussões dos índices de participação que já se faziam sentir por todo o País na noite na noite de quinta-feira.
"Quanto mais persistir o primeiro-ministro, mais perde o País e, do ponto de vista da estratégia governativa, mais condenado está o Governo. O nosso desejo é de que a teimosia e o 'não ouvir' dos protestos vá sendo iluminado por este tipo de acções", concluiu o responsável./ Lusa, 30/11/2007


 
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