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FENPROF
30 jan 2007 / 00:00

Rally Lisboa Dakar: passagem pelo drama do povo saharaui

A propósito da recente passagem do rally Lisboa - Dakar pelo território ocupado do Sahara Ocidental, o Conselho Português para a Paz e Cooperação convocou para 11 de Janeiro uma conferência de imprensa na sua sede (Rua Rodrigo da Fonseca, 56, 2º Lisboa), que contou com a presença do representante da Frente Polisário em Portugal, Mohamed Lamin Abdelahe, e de elementos do CPPC e CGTP-IN, que recentemente visitaram os acampamentos de refugiados do Sahara Ocidental no sul da Argélia.

As organizações acima referidas já tiveram oportunidade de dirigir aos órgãos de comunicação social uma carta denunciando a grave situação de ocupação e repressão que se abate sob o povo saharauí, com a cumplicidade de vários governos, alguns deles membros da União Europeia. A manter-se a ocupação Marroquina e a violação sistemática do direito internacional e dos direitos humanos, poderemos estar próximos de assistir a mais uma catástrofe humanitária no continente africano.

Comunicado conjunto CPPC-CGTP-IN

Horas antes do início da edição 2007 do rally Lisboa - Dakar,  o Conselho Português para a Paz e  Cooperação (CPPC) e a CGTP-IN não podem deixar de chamar a atenção de todos os envolvidos nesta inicitiva desportiva para o facto de o percurso da competição contemplar a passagem pelo território ocupado do Sahara Ocidental. Pode ler-se nessa tomada de posição conjunta, divulgada a 5 de Janeiro:

Aproveitamos esta ocasião para trazer até vós o drama do povo Saharaui, que há já trinta e um anos vive sob ocupação e anexação por parte do reino de Marrocos. Anos vividos em permanente violação dos direitos humanos, do direito à liberdade, à autodeterminação e à independência. De prisões, torturas, assassínios em massa, utilização de napalm e de fósforo. Anos de promoção de um verdadeiro genocídio.

É ainda necessário lembrar que uma parte do povo saharauí se encontra exilado, montando a sua sociedade e o seu Estado em acampamentos no meio de um deserto desolador e hostil e que apenas sobrevive graças à ajuda e solidariedade internacionais. Mas essa ajuda é escassa, e presentemente não existe alimentos suficientes para garantir a sobrevivência de milhares de pessoas, que antes de mais, são vítimas de uma ocupação criminosa condenada pela comunidade internacional. O Povo Saharaui apenas exige o direito ao exercício de auto-determinação, para que possa retomar às suas terras, fundar o seu Estado Livre e Independente e finalmente viver em segurança e paz. Esse direito é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A comunicação social portuguesa teve o mérito de trazer uma causa esquecida por todos para a agenda internacional, contribuindo assim e corajosamente, decisivamente para a libertação do Povo Timorense.

Pedimos agora o vosso contributo para que no vosso trabalho, na cobertura do Rally Lisboa Dakar, seja dedicado algum tempo ao terrível drama que se abate sobre este povo.

CGTP-IN - Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional
CPPC - Conselho Português para a Paz e Cooperação


 
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