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FENPROF
18 jan 2011 / 18:07

Dirigentes sindicais detidos junto à residência oficial do Primeiro Ministro

Dois dirigentes sindicais, um deles da FENPROF,  foram detidos na passada terça-feira, 18 de Janeiro, junto à residência oficial do primeiro-ministro, após o plenário que ali decorreu, da parte da tarde, por iniciativa da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública. O cordão policial foi-se reforçando ao longo do plenário sindical, realizado a cerca de 100 metros da residência oficial do PM, em São Bento. Os dirigentes sindicais, levados para uma esquadra de Lisboa, na zona de Alcântara, só foram libertados quase três horas depois.

“Isto é uma vergonha. Nunca se viu”, disse aos jornalistas Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, explicando que os sindicalistas foram impedidos de descer a calçada da Estrela após o final da acção de protesto, quando se encaminhavam já para os seus transportes. Houve bastonadas, algumas pessoas foram agarradas e atiradas ao chão pela polícia.

Ana Avoila adiantou que a recusa da polícia em permitir que os manifestantes pudessem descer essa rua levou a que alguns deles tentassem forçar a barreira, o que desencadeou a situação de confronto.

Detidos de forma violenta
quando se dirigiam para uma reunião na AR

Cerca de 150 manifestantes decidiram manter-se no local até que aqueles dirigentes fossem  libertados, o que só vei a acontecer quase três horas depois. Vários deputados manifestaram já a sua solidariedade com os sindicalistas, garantindo mesmo uma interpelação ao Governo.

A concentração/plenário de dirigentes, delegados e activistas sindicais da administração pública destinou-se a contestar os cortes salariais. Durante duas horas, numa das ruas das imediações, registaram-se várias intervenções, entre os quais, a do Secretário Geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva.

A reunião decorreu normalmente e os presentes aprovaram uma moção que foi entregue por uma delegação na residência oficial do primeiro-ministro. A violência policial veio depois, como salientaram os dirigentes sindicais contactados pela comunicação social.

O plenário reuniu centenas de activistas, que aprovaram, por unanimidade e aclamação, uma Resolução em que se denuncia – em consonância com as intervenções que marcaram esta iniciativa – a política que tem vindo a ser seguida por sucessivos governos “e que está a permitir uma brutal acumulação de lucros ao grande capital enquanto retira direitos aos trabalhadores e degrada as suas condições de vida”.

Na Resolução afirma-se, nomeadamente, a “total concordância com a realização de uma grande acção nacional de luta, na segunda quinzena de Fevereiro” e a disponibilidade para “criar a dinâmica necessária nos locais de trabalho à realização da mesma”.


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