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FENPROF
08 jul 2016 / 16:54

Movimento em defesa da escola pública reuniu com o Presidente da República

Em representação dos mais de 71.000 subscritores da Petição em defesa da Escola Pública e dos promotores da Marcha que, em 18 de junho, juntou 80.000 pessoas em Lisboa, uma delegação integrando elementos de variados setores foi recebida (8/07/2016) no Palácio de Belém pelo Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Integraram a delegação: 

  • Mário Nogueira e João Cunha Serra (respetivamente, Secretário Geral e Presidente do Conselho Nacional da FENPROF), 
  • Helena Roseta (Presidente da AM de Lisboa), 
  • Ana Benavente (Docente e ex-Secretária de Estado da Educação),
  • Artur Sequeira (Federação de Sindicatos da Função Pública), 
  • Diogo Mendes (Presidente da AE da ES Lima de Freitas) 
  • Isidoro Roque (Presidente da FERLAP).

A delegação apresentou ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa as suas posições em relação ao futuro da Escola Pública, reafirmando a necessidade de nela investir cada vez mais, pois só a Escola Pública constitui fator de promoção da igualdade de oportunidades, garantindo a todos o acesso ao ensino de qualidade e cumprindo o papel que a Constituição da República lhe atribui.

À saída da reunião (foto ao lado), em resposta a questões colocadas pelos jornalistas, o Secretário Geral da FENPROF sublinhou que é necessário "inverter o ciclo de cortes e asfixia financeira" que se tem abatido sobre a escola pública, tendo destacado a importância do próximo Orçamento de Estado. "A escola pública necessita de investimento", sublinhou o dirigente sindical. “Aquilo que vai ser a educação em Portugal, a escola pública, a sua capacidade de organização, de funcionamento e de resposta vai depender do investimento, que é hoje mais do que indispensável depois de nos últimos quatro anos terem sido mais de dois mil milhões cortados na escola pública”.

Por uma escola pública
de alta qualidade

Antes, Ana Benavente já tinha comentado que "esta plataforma diversificada, constituída por académicos, estudantes, sindicalistas, artistas, intelectuais, autarcas, investigadores e outros cidadãos", reafirmou neste encontro com o PR "a importância da escola pública".

"Nada nos move contra o ensino privado. O Estado pagou quando não tinha capacidade de resposta", observou a docente e investigadora, que registou a propósito: "Este tipo de polémica não tem sentido"...

Para Ana Benavente, a aposta devia ser "na escola pública de alta qualidade, como, aliás, existe em muitos países". 

Noutra passagem das breves declarações prestadas à saída do encontro com o Presidente da República, a ex-Secretária de Estado da Educação sintetizou o espírito da Petição e da Marcha como exemplos expressivos  da "sociedade civil em defesa de um património que é de todos e que Portugal necessita: a escola pública".

Investimento na escola pública

Mário Nogueira apontou a importância da abertura, "com toda a tranquilidade", do próximo ano letivo ("o que nos últimos 4 anos não aconteceu...") e lembrou que a escola pública, embora vítima de ataques e cortes financeiros violentos, com a responsabilidade de PSD e CDS, é a escola que tem respondido aos desafios, é a escola que formou "a geração mais qualificada do país", é a que recebe 87 por cento dos alunos com necessidades educativas especiais, é a que respondeu a sucessivos alargamentos da escolaridade, mas é também, concluiu o Secretário Geral da FENPROF, a que necessita, com urgência, de reforçar a sua capacidade e organização, de melhorar as suas estruturas, numa palavra: precisa de investimento! / JPO


 
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