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FENPROF
18 jan 2017 / 15:37

FENPROF levou Aposentação à A.R.

Inverter caminho de desvalorização a que os docentes têm sido particularmente sujeitos

Injustiças no modelo de vinculação proposto pelo ME referidas na Comissão de Educação e Ciência, na audiência realizada na manhã da passada quarta-feira, 18 de janeiro. 

No âmbito da audição na Comissão de Educação sobre a Petição nº 206/13 “Respeitar os docentes, melhorar as suas condições de trabalho e valorizar o seu estatuto de carreira“, promovida pela FENPROF e que reuniu mais de 22 000 assinaturas, a Federação Nacional dos Professores decidiu, numa primeira intervenção, colocar a tónica nas questões relacionadas com o desgaste e o envelhecimento do corpo docente das escolas, hoje, uma realidade por todos reconhecida.

O problema tem sido que, apesar do reconhecimento, não há quem tome qualquer medida que permita dar resposta a esta situação. "Insistimos: esta é uma questão urgente", realçou Mário Nogueira perante os deputados da Comissão de Educação e Ciência da A.R.

Governantes, incluindo os da Educação, e partidos políticos, todos reconhecem a necessidade de serem tomadas medidas que, no entanto, chegado o momento da verdade, ninguém toma. A FENPROF, mais uma vez, insistiu na urgência dessas medidas e admite que, não sendo tomadas as medidas indispensáveis, os professores voltem à rua para as exigir.

Olha para o que digo,
mas esquece o que eu fiz… 

Na reunião realizada na Sala do Senado da Assembleia da República, foi curioso, ainda, verificar que os partidos que maiores responsabilidades têm pela enorme bolsa de precariedade que afeta os professores, tenham questionado sobre essa matéria, falando nas injustiças que poderão ser criadas se a proposta de vinculação extraordinária apresentada pelo ME for concretizada. É verdade, serão muitas as injustiças e, em relação a isso, a FENPROF manifestou a sua profunda preocupação.

Contudo, não deixou de assinalar como curioso e até absurdo que os partidos que mais precariedade provocaram e que maiores injustiças criaram com a imposição da chamada norma-travão, venham agora falar de injustiças. É caso para afirmar, olha para o que digo, mas esquece o que eu fiz… 

Os trabalhos foram dirigidos pelo Presidente da Comissão, Professor Alexandre Quintanilha, e registaram as intervenções das deputadas Germana Rocha (PSD), Maria Augusta Santos (PS), Joana Mortágua (BE), Ana Rita Bessa (CDS/PP) e Ana Mesquita (PCP).

Dirigida por Mário Nogueira, Secretário Geral, a delegação sindical incluiu os dirigentes José Alberto Marques, Brígida Batista, Anabela Sotaia e Ana Simões.(foto da Mesa: JPO)


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